Futebol/Mercado - ( - Atualizado )

Valdivia pede permanência de Alan Kardec e Wesley e cobra diretoria

William Correia São Paulo (SP)

Apesar de ser o jogador mais caro do elenco e idolatrado por torcedores, Valdivia teve que falar sobre o possível desfalque de dois nomes importantes para o Palmeiras. E se posicionou como líder. O chileno fez campanha pela permanência de Alan Kardec e Wesley e cobrou a diretoria por um posicionamento.

“Cabe à nossa diretoria se pronunciar. Eles já foram muito claros dizendo que querem ficar e que, se dependesse só deles, ficariam. Assim como também sou muito claro ao falar que são dois jogadores importantes e precisam ficar porque fazem a diferença. Pelo bem do grupo, a permanência deles vai ser muito importante”, disse o meia.

Os dirigentes do Verdão não falam sobre a dupla nem sobre nenhuma negociação antes de ocorrer uma conclusão. Coube, então, a Valdivia se pronunciar diversas vezes sobre o assunto durante os mais de 40 minutos de entrevista coletiva nesta terça-feira. Capitão na ausência de Fernando Prass, o chileno não poupou elogios aos colegas.

“O Kardec é o nosso artilheiro, está mais do que claro que tem que permanecer. Pode não estar jogando bem e, na bola que é para definir, mata, como foi contra o Criciúma e outras vezes. O Wesley é fundamental pela força que tem, titular na ligação entre defesa e ataque. Nosso time é muito qualificado, mas seriam duas perdas muito significativas”, apontou.

O caso de Kardec é o mais urgente, já que seu vínculo acaba em 30 de junho. O Palmeiras encaminhou o pagamento de 4 milhões de euros (cerca de R$ 12,5 milhões) ao Benfica para contratá-lo, mas não há acerto salarial com o atacante. A torcida já criou até um site pedindo a sua permanência.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Wesley e Kardec ganham apoio do jogador mais caro do elenco enquanto negociam salários para ficar no Palmeiras
Em relação a Wesley, seu contrato acaba em fevereiro, mas a diretoria quer vendê-lo até julho para arrecadar um dinheiro que seria usado para quitar a dívida de mais de R$ 20 milhões com o fiador do negócio, ocorrido em 2012. Sua renovação, como no caso de Kardec, esbarra no acerto salarial.

“Eu não poderia falar sobre isso porque é de cada um, é pessoal. Se o Kardec e o Wesley pedem para ser valorizados, posso só responder que são muito importantes para nós. Vamos deixar para quem tem que tomar a decisão. Tomara que seja a melhor para Kardec, Wesley, Palmeiras e elenco e possam continuar no clube”, voltou a cobrar Valdivia.

O chileno só evita abordar o assunto com os colegas. “Pergunto muito pouco a eles sobre isso. No dia todo, eles ouvem perguntas se querem ficar e, quando treinam, querem tirar o foco de tudo que envolve a permanência deles. Mas, quando conversamos disso, são muito claros falando que querem ficar”, reforçou o meia.

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