Futebol/Brasileiro Série B - ( - Atualizado )

Apesar de novo tropeço, Adílson segue com respaldo da diretoria

Gazeta Press Rio de Janeiro (RJ)

O empate por 1 a 1 com o Bragantino, na noite de terça-feira, fez o Vasco completar três jogos sem vitória na Série B do Campeonato Brasileiro. Para piorar ainda mais a situação, o time despencou para o décimo lugar, com apenas dez pontos conquistados, cinco a menos que o Luverdense, que fecha o G-4, a zona de acesso para a elite do futebol nacional. Apesar deste cenário, o técnico Adilson Batista conta com o respaldo do presidente Roberto Dinamite e da maioria dos dirigentes, o que ainda lhe deixa sem correr riscos de uma demissão.

Logicamente que no futebol se vive de resultados. Antes do recesso para a Copa do Mundo o Vasco ainda fará dois jogos. Neste sábado recebe a Portuguesa, às 16h20 (de Brasília), no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ), pela nona rodada. Na terça-feira seguinte, só que às 21h50(de Brasília), vai ao Estádio Dilzon Melo, em Varginha (MG), medir forças com o Boa. Se perder os dois jogos pode ser que o ponto de vista mude, mas, mesmo assim a demissão é pouco provável.

A diretoria entende que o que vem acontecendo na Série B é fruto dos problemas enfrentados pelo clube. Pesa a favor de Adilson a boa campanha no Campeonato Carioca, onde o time foi vice-campeão perdendo o título com um gol nos acréscimos do segundo tempo e marcado de maneira irregular pelo Flamengo. Na Copa do Brasil o treinador fez o Cruz-Maltino avançar nas duas primeiras fases e aguarda a terceira etapa, que começa depois do Mundial.

Já na Série B do Campeonato Brasileiro o Vasco praticamente não jogou em casa, pois mesmo atuando em São Januário não pôde contar com o apoio dos torcedores, já que cumpria punição imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por conta dos atos de vandalismos cometidos durante duelo contra o Atlético-PR, pelo Brasileirão do ano passado, em Joinville (SC). Depois que a punião acabou o clube se viu obrigado a atuar longe do Rio de Janeiro, já que seu estádio foi cedido para treinos na Copa do Mundo.

Marcelo Sadio/vasco.com.br
Resultados recentes ainda não foram suficientes para ameaçar Adílson Batista no Vasco

Além disso, Adilson vem sofrendo com muitos desfalques. Peças como o zagueiro Rodrigo, os volantes Pablo Guiñazú e Pedro Ken e o atacante Edmilson passaram a maior parte da Segundona, até aqui, no departamento médico. Isso sem falar no apoiador Everton Costa, impedido de atuar por conta de um problema cardíaco. O goleiro Martin Silva, servindo à seleção do Uruguai, já se apresentou para a disputa da Copa do Mundo, enquanto que o atacante Thalles está defendendo a Seleção Brasileira sub-20 no Torneio de Toulon, na França. O volante Danilo, que teve seus direitos federativos negociados com um grupo de empresários, vai jogar pelo Braga, de Portugal, após a Copa e não será mais aproveitado.

"A nossa situação não é a que a gente esperava estar neste momento, mas algumas coisas acabaram acontecendo, como o excesso de perda de jogadores importantes. Creio que isso vai se normalizar com o tempo, mas não existe dúvidas de nossa parte que vamos atingir os objetivos traçados para a competição", afirmou Adilson, que vem recebendo sondagens de um clube árabe.

A delegação retornou ao Rio de Janeiro na tarde desta quarta-feira e os jogadores foram liberados em seguida, com a reapresentação sendo marcada para a tarde desta quinta-feira, quando acontecerá um treino no campo do CFZ, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Na sexta-feira, no mesmo local, acontece mais um trabalho e depois a delegação viaja para Volta Redonda.

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