Futebol/Copa 2014 - ( - Atualizado )

Após chiar em 2010, Júlio César elogia bola da qual "não pode falar"

Tossiro Neto, enviado especial Teresópolis (RJ)

Depois das críticas às bolas da Copa do Mundo de 2010 e da Copa das Confederações de 2013, Júlio César aprovou aquela que a Fifa determinou para a Copa de 2014. O único ponto em comum entre elas é que todas são da Adidas, marca de material esportivo rival daquela que patrocina a Seleção Brasileira e, portanto, sobre a qual os jogadores são veladamente proibidos de falar.

"Não fui só eu que reclamei da bola (na África do Sul). Outros goleiros e até jogadores de linha criticaram, até o Maradona! Se o Maradona criticou, é que realmente...", disse o titular da meta brasileira, que, antes mesmo do treinamento desta terça-feira, na Granja Comary, já vinha trabalhando no Toronto com o mesmo modelo da Brazuca, apelido da bola a ser usada no torneio.

"A liga americana (Major League Soccer) é patrocinada pela...", disse, antes de uma pausa reflexiva. "Não posso falar o nome", completou, rindo, à frente do painel que estampava todos os patrocinadores da Confederação Brasileira de Futebol, incluindo a Nike. "A bola é da mesma patrocinadora da liga. Então, eu já vinha treinando e jogando com ela. Isso me ajuda bastante a chegar aqui e desempenhar bons trabalhos".

Fernando Dantas/Gazeta Press
O goleiro da Seleção Brasileira, Júlio César, aprovou a Brazuca, bola que será utilizada na Copa do Mundo

Em 2010, Júlio César fez duras críticas à bola Jabulani. "Parece bola que se compra em mercado. É horrível, horrorosa. Estão sempre tentando dificultar a vida dos goleiros. O goleiro não leva vantagem em nada", reclamou, ao longo da preparação para o Mundial, o goleiro que, depois, falharia na eliminação da Seleção, na semifinal contra a Holanda. E que também reprovaria a Cafusa, modelo com que as equipes jogaram na Copa das Confederações de 2013.

Diferentemente dos anos anteriores, no entanto, Júlio César fez elogios à bola atual. "É boa. Hoje todos nós (goleiros) tivemos contato com ela, e acho que os jogadores de linha também vão gostar", avaliou, em entrevista concedida ao lado do botafoguense Jefferson e do atleticano Victor, goleiros que atuam no futebol nacional e ainda não haviam trabalhado com a Brazuca, mas também acharam positivo o primeiro teste comandado pelo preparador Carlos Pracidelli.

O primeiro trabalho dos jogadores de linha em campo está programado para a manhã desta quarta-feira. Antes da estreia, marcada para 12 de junho (contra a Croácia, em Itaquera), o time treinado por Luiz Felipe Scolari faz dois amistosos, contra Panamá (em 3 de junho, no Serra Dourada, em Goiânia) e Sérvia (três dias depois, no Morumbi), mas possivelmente com bolas da Nike.

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