Futebol/Campeonato Brasileiro - ( - Atualizado )

Após citar “biquinho”, Maicon volta a discursar contra a vaidade

Helder Júnior São Paulo (SP)

O meio-campista Maicon foi o primeiro, ainda durante a pré-temporada do São Paulo, a fazer campanha contra o que chamou de “biquinho” – segundo o jogador, a irritação de quem estava no banco de reservas no ano passado fez a equipe lutar contra o rebaixamento no último Campeonato Brasileiro. Agora que o técnico Muricy Ramalho passou a contar com os badalados Alan Kardec, Alexandre Pato, Luis Fabiano e Paulo Henrique Ganso para o setor ofensivo, ele reforçou o discurso do início do ano.

“Todo o mundo deve se ajudar. Assim, todos ganham. Se o São Paulo perde, fica ruim para todos. Não pode haver vaidade. Mesmo que alguns não se deem tão bem com outros, o objetivo precisa ser o mesmo dentro de campo”, comentou Maicon, nesta quarta-feira.

Apesar do alerta, o meio-campista ponderou que existe a possibilidade de nenhum dos mais valorizados homens de frente do São Paulo ficar na reserva. “Dá para jogar todo o mundo, sim”, disse. “Mas a dor de cabeça é do treinador. Também temos o Ademilson, o Osvaldo, o Ewandro... São todos jogadores de qualidade. Do meio para a frente, somos muito fortes. Atrás também. Se a gente der brecha, aqueles que não vêm atuando entram e não saem mais”, acrescentou.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Titular do meio-campo, Maicon sabe que Luis Fabiano tem concorrência forte no ataque
Maicon advertiu que ainda não conhece bem o último dos atacantes contratados pelo São Paulo, o ex-palmeirense Alan Kardec, que chamou a atenção ao participar de um treinamento com bola com os seus companheiros nesta manhã. “Por ele ter chegado agora, vão falar bastante dele. É um grande jogador, que vai nos ajudar muito. Mas a gente precisa se preocupar com a nossa situação no campeonato. Estamos em uma série de empates e teremos um jogo difícil com o Flamengo”, priorizou.

Antes mesmo da incorporação de Kardec ao elenco, o técnico Muricy Ramalho já estimulava a concorrência entre os seus jogadores por uma vaga no time titular. O meia Paulo Henrique Ganso foi um que esboçou fazer um “biquinho”, incomodado quando foi para a reserva.

“O Ganso é um jogador fantástico, um craque. Gosto muito dele. Para mim, deveria estar na Seleção Brasileira. Eu me entendo muito bem com ele”, relevou Maicon, que igualmente compreende as broncas de Muricy (como aquela desferida no jovem meia Boschilia, diante do Corinthians). “Isso faz parte. Dentro de campo, não dá para pedir ‘por favor, meu filho’. A cobrança deve existir sempre. Depois, a gente se acerta no vestiário.”

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