Futebol/Campeonato Brasileiro Série B - ( - Atualizado )

Argel cita caso Joinville e desgaste extra-campo para explicar saída

Yan Resende, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

Argel Fucks não quis responder muitas perguntas, falou sobre a sua demissão já no primeiro questionamento da entrevista coletiva, que era relacionado à derrota da Portuguesa neste sábado, por 2 a 1, para o América-RN. Ao falar sobre a partida, comunicou sua decisão, surpreendendo a todos. O treinador apontou dois motivos principais que culminaram na saída.

“Chegamos ao décimo lugar do Campeonato Paulista, então para alguma coisa a gente serviu, mas tivemos vários problemas depois. Tomei uma punição que não precisava, porque eu não concordava em tirar o clube de campo. Fiz isso contrariado, mas sou funcionário do clube e tenho que cumprir”, explicou Argel, relembrando a partida contra o Joinville.

Na primeira rodada da série B, a Portuguesa encarou o Joinville, em Santa Catarina, mas Argel foi obrigado a tirar os seus comandados de campo ainda no primeiro tempo, por causa de uma liminar da Justiça comum com relação ao caso do rebaixamento do clube. O STJD, no entanto, não concordou com a postura do time paulista, que foi mais uma vez punido pelo tribunal.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Argel Fucks não escondeu sua insatisfação com a punição dada pelo STJD por causa do episódio em Joinville
Responsável por comunicar a comissão técnica da liminar vigente em São Paulo, Marcos Lico, filho do presidente do clube foi suspenso por 240 dias, assim como seu pai, Ilídio Lico, que também foi obrigado a pagar R$ 100 mil. Argel Fucks, por sua vez, pegou um gancho de quatro partidas – o que obrigou o treinador a ficar na arquibancada neste sábado.

“Saio feliz por ter deixado o clube na primeira divisão do Campeonato Paulista, que esse era o objetivo quando eu fui contratado. Agora o clube está se reestruturando com os problemas que a gente já sabe, e são muitos problemas para a gente se resolver”, disse Argel Fucks, visivelmente irritado com a falta de contratações e o desgaste com a batalha judicial.

“A Portuguesa não consegue cobrir a proposta de outros times, é um grave problema financeiro, e isso faz parte do futebol. É um time novo que está sendo formado, com todos os problemas. Desde o dia que cheguei aqui é Série ou Série b, liminar para lá e para cá, tira o time do campo: para mim deu, eu tenho um limite”, finalizou o comandante.

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