Futebol/Copa do Brasil - ( - Atualizado )

Com gol de Ceni, São Paulo faz 3 a 0 no CRB e avança de fase

Tossiro Neto São Paulo (SP)

O São Paulo cumpriu sua obrigação, passou pelo CRB e avançou à terceira fase da Copa do Brasil. Depois de ter perdido o jogo de ida por 2 a 1, em Maceió, a equipe paulista garantiu a vaga ao vencer a partida de volta por 3 a 0, na noite desta quarta-feira. O atacante Osvaldo, o zagueiro Lucas Silva (de 18 anos, que substituía o suspenso Rodrigo Caio) e o goleiro Rogério (de pênalti) marcaram os gols no Pacaembu.

É verdade que a classificação poderia ter sido bem mais facilitada se o time treinado por Muricy Ramalho não tivesse desperdiçado algumas outras boas chances de marcar. É verdade também que, por conta disso, em determinado momento, o vice-campeão alagoano, comandado pelo técnico Eduardo Souza, quase levou a decisão para os pênaltis, mas esbarrou na trave direita de Rogério Ceni, após cabeceio do atacante Tozin. Mas, no final das contas, o placar agregado fez justiça.

O adversário na próxima fase, cujas datas ainda não foram definidas, será Figueirense ou Bragantino. O próximo compromisso são-paulino, porém, será pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro, na qual enfrenta o Corinthians, no domingo, em Barueri, na última partida da série de três em que será mandante longe do Morumbi - o estádio foi alugado para a realização de dois shows no fim de semana.

Nesta quarta-feira, Muricy Ramalho tinha uma baixa importante na defesa, devido à expulsão de Rodrigo Caio no jogo de ida. Seu substituto foi Lucas Silva, de 18 anos. Essa escolha - e não o canhoto Edson Silva -, segundo o treinador, foi pelo fato de o garoto ser destro e não forçar também uma mudança de posicionamento de Antônio Carlos, já acostumado ao lado esquerdo da zaga.

A outra dúvida, entre Paulo Henrique Ganso ou Pabon, foi desfeita mesmo somente minutos antes da partida. O camisa 10 retornou ao time, dias depois de ter discordado publicamente do esquema tático sem um armador de ofício, o que fez com que Muricy promovesse a volta da formação tática com dois atacantes pelas laterais (Osvaldo bastante aberto pela esquerda, e Alexandre Pato com um pouco mais de liberdade), além de Luis Fabiano centralizado.

Logo aos cinco minutos, Osvaldo arrancou por trás da defesa adversária e recebeu passe de Luis Fabiano, mas a jogada foi paralisada por impedimento. Seria assim, explorando os lados, que o São Paulo teria menos dificuldade, diante de um CRB com o meio-campo povoado por quatro volantes. No minuto seguinte, após um bom cruzamento de Souza pela direita, Pato cabeceou menos de um metro acima do travessão, assustando o goleiro Júlio César pela primeira vez.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Rogério Ceni marcou o terceiro gol do São Paulo, decretando o resultado final da partida
O CRB esboçou uma ou outra ação ofensiva no primeiro terço da etapa inicial, mas sem muita clareza. A primeira chance criada foi com Tozin. O atacante recebeu passe na meia-lua e chutou rasteiro e fraco. A bola bateu na defesa e voltou para ele, que, de novo, chutou de primeira, sem força. Depois disso, a equipe alagoana quase sempre destruiu suas próprias jogadas de ataque errando muitos passes.

Osvaldo, melhor jogador do São Paulo desde o apito inicial, levava muito trabalho ao lateral Diego Aragão e aos demais marcadores do lado direito do CRB. Aos 12 minutos, ele passou por dois jogadores e só foi parado com falta. Cinco minutos depois, acreditou em cruzamento de Luis Ricardo que atravessou quase toda a área sem nenhum desvio e colocou a cabeça na bola para abrir o placar.

O São Paulo tinha o controle do jogo e, apesar da desconfiança a cada lance do ataque adversário para cima de Luis Ricardo e Lucas Silva, passou a ter momentaneamente também a vaga. Tudo indicava mais gols antes do intervalo. Entretanto, de forma natural, o time ligeiramente recuou e sofreu alguns sustos, em especial nas bolas aéreas. Em uma delas, aos 26 minutos, Rogério Ceni se chocou no alto com o zagueiro Gabriel e caiu de mau jeito. Foram cinco minutos de atendimento até que o goleiro levantasse.

Reiniciada a partida, a preocupação da torcida e dos demais jogadores se transferiu para a arbitragem. Por mais de uma vez, a assistente Fernanda Colombo Uliana foi cercada pelos são-paulinos. Ora por assinalar impedimentos, ora por não apontar uma susposta agressão de Gabriel em Luis Fabiano. O alvo só mudou aos 39 minutos, no momento em que Luis Ricardo perdeu de Diego Rosa pelo alto e deixou Tozin frente a frente com Rogério Ceni. Para sorte do lateral direito, cobrado pelos parceiros de defesa, o capitão defendeu o chute.

Aos 47 minutos, foi a vez de outro Luis - o Fabiano - errar. O centroavante ficou com a bola dentro da área, graças a bobeada do zagueiro Marcus Vinícius, e a carregou poucos metros até ficar cara a cara com Júlio César. De frente para o gol, o centroavante arrematou de bico, e o goleiro fez a defesa. "Não tenho o costume de chutar de bico, acabei chutando em cima do goleiro. Tive o gol aberto e, infelizmente errei", lamentou o camisa 9, na descida para o vestiário.

Djalma Vassão/Gazeta Press
No fim, o elenco comemorou junto a calssificação para a próxima fase da Copa do Brasil
O gol perdido não faria falta. Passados quatro minutos do intervalo, Lucas Silva ampliou a vantagem, em cabeceio certeiro após cobrança de falta pelo lado direito. Foi o primeiro gol em seis atuações como profissional do garoto formado nas divisões de base. Um gol bastante comemorado pelo substituto de Rodrigo Caio e aplaudido pelos companheiros mais experientes, como o capitão Rogério Ceni, que o tempo todo fazia questão de auxiliá-lo nas saídas de bola.

A vitória poderia ter sido mais tranquila se Pato e Ganso não tivessem desperdiçado grandes chances pelo lado direito da área. O atacante teve um forte chute espalmado, ao passo que o meia caprichou demais no toque e facilitou a defesa de Júlio César. Mas a vitória também poderia não ter sido suficiente se não fosse a trave direita de Rogério Ceni, que evitou o gol do CRB - o que levaria a decisão da vaga para os pênaltis - após cabeceio do atacante Tozin. Aos 36 minutos, Ceni converteu pênalti sofrido por Ademilson e fez justiça ao que foi o jogo.

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