Futebol/Campeonato Brasileiro - ( - Atualizado )

Com pubeite, Damião pode voltar após a Copa; cirurgia não é descartada

Do correspondente Tiago Salazar Santos (SP)

A cena de Leandro Damião chegando para treinar na última terça-feira no CT Rei Pelé, mas logo em seguida deixando o campo ao lado do gerente de futebol Zinho e do médico Rodrigo Zogaib causou estranheza. Pouco tempo depois chegou a informação que o atacante estava com um incômodo no púbis.

Para esclarecer a situação, o Dr. Zogaib conversou com a imprensa nesta quarta-feira e explicou a situação de Damião, que não é simples.

“Ele tem pubeite, um processo inflamatório na região do púbis. É causado por um desequilíbrio muscular entre a coxa e o musculo abdominal, é algo cada vez mais recorrente entre os jogadores de futebol”, revelou o médico santista, antes de detalhar melhor o problema do camisa 9. “Não é uma doença aguda, ela é leve e vai aumentando. Ela causa dor principalmente após os esforços. O tratamento é preciso reequilibrar, tirar a fase dolorosa, equilibrar a musculatura da coxa com a abdominal. O tratamento pode demorar até três meses, 90 dias”.

A decisão de afastar o jogador dos treinos foi do departamento médico. Segundo Dr Zogaib, Damião vem sendo acompanhado e a situação chegou a um extremo.

“Não posso dar um número exato de dias (para retornar), medicina não é matemática, envolve uma série de coisas, vamos monitorá-lo e ver a melhora clinica e radiológica. Mas de um tempo para cá aumentou e ele está incomodado, por isso tomamos a decisão de parar”, admitiu, afirmando que Leandro Damião deve voltar a jogar futebol só após a disputa da Copa do Mundo, em julho.

“Tem duas formas de lidar: 30 dias ou 60 dias. Em 30 dias tenho uma programação para 25 dias de treino lá dentro (academia e fisioterapia) e os últimos cinco dias no tratamento em ‘outdoor’, com gestos esportivos e até talvez com bola. Dependendo do quadro dele, penso em usar até o período da Copa do Mundo”, avisou.

Mesmo após o tratamento que já foi iniciado pelo DM santista, a possibilidade de cirurgia não está descartada. Porém, o procedimento seria feito após o fim da atual temporada, pois levaria mais um longo tempo de recuperação.

“Tem chance (de voltar o problema) quando volta a rotina de treinos e jogos, pode retornar, lógico que demanda tempo, quando tiver rotina intensa. É um tratamento conservador, adequado, um reequilíbrio feito. Na falha desse tratamento seria feito o cirúrgico. Claro que não vamos trabalhar pensando no que pode ocorrer, mas caso venha a ocorrer, temos o período do final do ano para fazer isso. Demoraria dois meses e meio a 3 meses”, disse Zogaib.

Ivan Storti/Santos FC
A pubeite de Damião pode ser novidade para o torcedor, mas o clube sabe do problema desde antes de contratar o jogador

Santos já sabia - A pubeite de Leandro Damião pode ser novidade para o torcedor, mas o clube sabe do problema desde antes de contratar o jogador. O médico Rodrigo Zogaib não escondeu que exames detectaram a lesão, mas que isso não impediu a sua transferência para o Peixe. Aliás, a maior entre clubes brasileiros na história, R$ 42 milhões.

“Tinha e foi detectado. Não (fez o clube repensar a contratação). Isso começou no meio do ano passado, quando ele sentiu a lesão na Copa das Confederações, na coxa, e depois no Inter, no segundo semestre”, explicou o especialista, lembrando que o jogador ficou de fora da Copa das Confederações devido a lesão.

“Ele parou os exercícios na coxa, precisou ganhar a musculatura local, gera um desequilíbrio. Mas era algo compatível para jogar bola. Até o Neymar tem algumas coisas, fazemos um laudo minucioso, dificilmente vetamos o atleta, é algo que pode ocorrer, temos três casos de pubeite (além de Damião): Giva e o Alison”.

Leandro Damião nunca correspondeu as expectativas depositadas nele desde que chegou ao Santos, marcou apenas 5 gols em 17 jogos, sendo eu o último no longínquo 30 de março. Para Zogaib, a lesão no púbis pode ter influenciado neste rendimento a quem do esperado.

“Sim, a pubeite ocasiona dor em diferentes intensidades; leve, moderada e grave. E dor causa uma impotência funcional. Dói quando chuta, arranca e salta. No futebol só se faz isso. A gente pode até jogar, mas jogador profissional não dá, então prejudica sim, diretamente”.

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