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Comparado a Jorge Henrique, Petros diz que ainda é "pequenininho"

Marcos Guedes São Paulo (SP)

Walter fez defesas importantes, Romarinho manteve o bom nível que vem apresentando e Guerrero marcou o único gol do jogo, mas Petros foi o jogador mais elogiado após a vitória do Corinthians sobre o Cruzeiro. O meio-campista ganhou avaliações positivas de todos e uma comparação interessante feita pelo chefe.

“O Petros tem me lembrado o Jorge Henrique. Eu escolhia o lado que o lateral apoiava mais, olhava para ele, e ele já sabia que lhe sobraria a função tática de trabalhar daquele lado. Não adianta dar essa função para um jogador que não consiga executá-la, mesmo que ele seja mais dotado de talento”, afirmou Mano Menezes.

O técnico contou bastante com Jorge em sua primeira passagem pelo Corinthians, especialmente nas conquistas do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil de 2009. Embora atacante na teoria, o camisa 23 tinha responsabilidades defensivas importantes e também a incumbência de levar o time da defesa para o ataque.

“É uma função das mais difíceis, uma das piores, que é marcar um dos principais jogadores rivais. Tenho que marcar muito forte e sair muito forte”, disse o atleta de 25 anos, que pediu para sair no finalzinho do jogo no Canindé. “Nunca tinha pedido. Pedi porque estava esgotado mesmo.”

Divulgação/Agência Corinthians
Petros, que completa 25 anos nesta quinta, está ganhando a Fiel com sua raça (foto: Daniel Augusto Jr.)
Embora esgotado, Petros conseguiu fazer uma análise serena de sua boa atuação. De acordo com ele, a autocrítica é uma de suas características marcantes, motivo pelo qual não haverá deslumbramento. Antes de se vangloriar por ter botado Renato Augusto no banco, ele precisa assegurar sua permanência no clube do Parque São Jorge.

“Eu ainda não tenho vínculo definitivo com o Corinthians. Estou feliz e tenho trabalhado para que esse vínculo seja prorrogado, renovado. Busco sempre fazer o melhor e têm vindo bons frutos”, comentou o meio-campista, emprestado pelo Penapolense até o fim do próximo Campeonato Paulista.

Questionado sobre a relação custo-benefício de seu contrato, o baiano brincou, dizendo-se “muito barato”, antes de citar as lições de humildade aprendidas com o pai, Petrônio. Prometeu “não passar por cima de ninguém” em busca do crescimento. “É assim: a gente começa pequenininho e vai buscando melhorar.”

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