Futebol/Campeonato Brasileiro - ( - Atualizado )

Críticas ao trabalho de Ney Franco ganham força nos bastidores do Fla

Gazeta Press Rio de Janeiro (RJ)

O vice-presidente de futebol do Flamengo, Wallim Vasconcellos, se pudesse voltar no tempo teria desistido da demissão de Jayme de Almeida. Por motivos óbvios, o dirigente não confirma esse pensamento, mas já percebeu que a decisão pode lhe causar muita dor de cabeça, principalmente se Ney Franco não conseguir fazer o time reagir. As cobranças já começaram internamente. O próprio presidente Eduardo Bandeira de Mello já manifestou a Wallim a sua preocupação com a maneira como Ney vem conduzindo o elenco.

A demissão de Jayme foi conduzida por Wallim e a maneira como o processo aconteceu irritou Bandeira, já que o treinador soube pela imprensa da decisão da diretoria. O próprio Bandeira tinha reclamado de postura semelhante de Mano Menezes, que se demitiu durante a entrevista coletiva, com o presidente sabendo da decisão do treinador pelas emissoras de rádio. As arestas em relação ao episódio foram aparadas, porém o fato é sempre lembrado a cada derrota ou tropeço do Rubro-Negro.

Bandeira tem demonstrado preocupação ainda em relação ao fato de Ney, após quatro partidas, não ter conseguido definir sequer o esquema tático. Isso sem falar na troca de jogadores. A maneira como o treinador conduziu a barração do goleiro Felipe também irritou o presidente. Ney falou durante a entrevista coletiva que o arqueiro não havia dado nenhuma satisfação. Minutos depois, o clube informou que Felipe havia se enganado sobre o horário da atividade. Bandeira entende que faltou tato ao comandante durante a entrevista.

Divulgação/Flamengo
Ney Franco ainda não venceu desde o seu retorno ao Flamengo
O nível de irritação do dirigente aumentou na noite de quinta-feira, durante o empate por 1 a 1 com o Figueirense, em São Paulo (SP). Ney Franco, insatisfeito com a produção do time, sacou no intervalo o volante Luiz Antonio e o meia Elano, entrando com os atacantes Igor Sartori e Negueba. Os dois se juntaram a Paulinho e Alecsandro, e o time ficou com quatro atacantes e ninguém na criação. Aos 28 minutos, percebendo o que tinha feito, o treinador tirou Sartori e colocou o meia Lucas Mugni, melhorando a produção do time, mas ameaçando "queimar" uma das promessas do clube.

“O Sartori está sendo lapidado. É muito difícil para um jogador entrar em campo e ser substituído”, afirmou Ney Franco.

A irritação com Ney não é pública e Bandeira, que está saindo de férias até 6 de junho, dificilmente vai externar seu pensamento, já dito apenas a Wallim. Para agravar o caso, o diretor de futebol Felipe Ximenes foi contratado. Ele tem fortes ligações com Ney, com quem trabalhou no Coritiba e no Vitória. O fato poderá dificultar ainda mais uma demissão do treinador, que confessou que o clima após o jogo contra os catarinenses estava péssimo no vestiário do Flamengo. Ele aposta na paralisação do Brasileirão por conta da Copa do Mundo para acertar o time.

“Nós estamos apostando tudo na parada, não apenas pelo tempo para treinar, mas também porque jogadores vão jogar e o elenco precisa ser qualificado”, disse Ney, deixando claro que não vai assumir sozinho o preço das críticas.

Antes do recesso para a disputa da Copa do Mundo, o Campeonato Brasileiro terá mais uma rodada neste fim de semana. O Flamengo enfrentará o líder Cruzeiro no Estádio Parque do Sabiá, em Uberlândia (MG), a partir das 16 horas (de Brasília). A definição da formação que vai a campo acontecerá na atividade deste sábado, ainda sem local definido.

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