Futebol/Copa 2014 - ( )

Daniel Alves pede que povo esqueça times em jogos da Seleção

Tossiro Neto São Paulo (SP)

Fez bastante diferença, na opinião dos atletas da Seleção, a união e o apoio da torcida na campanha campeã da Copa das Confederações de 2013. A um mês da Copa do Mundo, o desejo deles é de que isso se repita e que os brasileiros esqueçam a rivalidade entre seus times para, juntos, ajudarem na busca pelo hexa.

"Gostaria de dizer a todas as pessoas que a gente não escolheu estar aqui, a gente foi escolhido e quer representá-las da melhor maneira possível. Que elas realmente abracem a Seleção e não olhem para a equipe do jogador, mas sim para alguém que foi escolhido para representá-las", pede Daniel Alves, lateral direito revelado pelo Bahia e que defende o espanhol Barcelona.

Dos 23 convocados, apenas quatro atuam no futebol brasileiro: dois deles do Atlético-MG (o goleiro Victor e o atacante Jô), um do Botafogo (o goleiro Jefferson) e um do Fluminense (o atacante Fred). Os demais atuam no exterior, o que contribui para evitar provocações ou desentendimentos entre torcedores rivais ao longo da Copa. Além disso, na primeira fase, não há jogos do Brasil no Rio de Janeiro ou em Belo Horizonte - a capital mineira pode receber o time nas oitavas de final.

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Lateral direito do Barcelona é torcedor são-paulino confesso e atuará no Morumbi com a Seleção Brasileira
A preocupação é quanto aos amistosos. Mais precisamente, com o último. O Morumbi, palco do duelo contra a Sérvia, em 6 de junho, já foi cena de vaias ou de pedidos por jogadores paulistas. O maior centro do futebol nacional, desta vez, não terá nenhum representante na Copa, porém há nomes para potencialmente serem lembrados, para o bem e para o mal. Como Lucas - apesar de ser do Paris Saint-Germain, ainda é muito identificado com a torcida tricolor e foi apenas para a lista de sobreaviso – ou o titular Oscar, que saiu do São Paulo após litígio.

Durante a Copa das Confederações, não houve nenhum episódio marcante causado pela rivalidade interna. Ao contrário. Em algumas ocasiões, torcedores rivais até se uniram. Na semifinal, contra o Uruguai, no Mineirão, até cruzeirenses pediram para que o técnico Luiz Felipe Scolari colocasse em campo o atleticano Bernard. Na decisão, o Maracanã todo cantou uníssono o hino nacional, algo que ainda encanta Daniel Alves.

"Nosso título mais importante conquistado na Copas das Confederações foi o retorno da confiança do nosso povo na nossa seleção. Tenho certeza de que a gente não vai falhar (na Copa)", avisou o lateral, que é torcedor do São Paulo e torce por apoio irrestrito desde a partida inaugural, em Itaquera, no recém-inaugurado estádio corintiano.

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