Futebol/Copa 2014 - ( - Atualizado )

Ex-zagueira, judoca brasileira campeã mundial visita Seleção

Tossiro Neto Teresópolis (RJ)

Primeira brasileira campeã mundial de judô, Rafaela Silva foi à Granja Comary na manhã deste sábado, acompanhada do também judoca Leandro Guilheiro, para assistir ao treinamento da Seleção Brasileira, que se prepara para a Copa do Mundo. Os dois não batem mais bola hoje em dia, mas já foram viciados em futebol. Rafaela, inclusive, quase seguiu carreira.

"Faz tempo que eu não jogo bola, por causa das competições, mas, quando era mais nova, eu fazia judô e futebol. Eu era zagueira. Só que, como as competições eram sempre nos mesmos finais de semana, eu tive que abrir mão. Meu pai falou que era para eu ir para o judô", lembra, sorridente, a fã de David Luiz, zagueiro mais caro do futebol mundial (recém-vendido para o Paris Saint-Germain por cerca de R$ 188 milhões).

Os dois judocas foram levados à sede de treinamentos da equipe nacional por terem um patrocinador em comum com a Confederação Brasileira de Futebol e ainda não sabem se haverá abertura para se encontrarem com os jogadores. A partir de 12 de junho, os convocados pelo técnico Luiz Felipe Scolari tentarão repetir feito de Rafaela de vencer um título mundial no Rio de Janeiro. Ou, mais precisamente, no complexo do Maracanã.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Rafaela Silva espera que a equipe verde-amarela possa repetir seu feito e seja campeã mundial no Brasil
"Tomara que a Seleção tenha o mesmo resultado que eu obtive no Maracanãzinho, que eles sejam campeões mundiais dentro de casa para dar alegria à torcida", diz a carioca, que se tornou a primeira brasileira a conquistar uma medalha de ouro no Mundial de judô, em agosto de 2013, com um ippon sobre a americana Marti Mallori, com menos de um minuto de combate.

Com a garantia de, pelo menos, acompanhar a movimentação desta manhã, Rafaela já imagina o que dizer aos atletas caso tenha oportunidade de conversar com eles. "Na hora dos jogos, eles têm que ter muita força de vontade, muita raça, muita garra, porque é um campeonato mundial é o objetivo de todo atleta. Para conquistar algum objetivo, algum sonho, tem que ter muita garra em todos os jogos", receita.

Igualmente mais distante do futebol hoje em dia, por conta das competições, Guilheiro fala com empolgação sobre a chance de ver de perto os possíveis futuros campeões mundiais. "Sempre que dá, estou vendo os jogos. Torço muito pelo Neymar continuar dando certo e trazer uma Copa para o nosso país. É um cara diferente, já demonstrou a qualidade que tem e deu muitas alegrias para o meu time de coração", diz o torcedor do Santos, que se lembra de ter chorado no vice-campeonato brasileiro de 1995, com a derrota para o Botafogo.

O medalhista de bronze nas Olimpíadas de Atenas-2004 e Pequim-2008 também se chateou em outras ocasiões, como as duas últimas eliminações do Brasil em Copa. "Eu estava na França e na Rússia. Quando o Brasil perdeu para a França (nas quartas de final de 2006), eu estava na França, a propósito. Não tem como não se envolver com o futebol e a Seleção. Está no sangue do brasileiro", destaca. Inativo na temporada passada em função de uma lesão ligamentar no joelho direito, ele voltará a competir somente no segundo semestre deste ano e, portanto, verá o Mundial no Brasil.

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