Futebol/ Brasileiro Série A - ( - Atualizado )

Federação nega superlotação e PM diz que não esperava grande público

Feira de Santana (BA)

A confusão nas arquibancadas do estádio Joia da Princesa, em Feira de Santana, durante o primeiro tempo do jogo entre Bahia e Santos pelo Brasileiro da Série A, ainda é discutida entre os responsáveis pelo evento. Na tarde desta sexta-feira, a Federação Baiana de Futebol (FBF) citou erro da Polícia Militar. Essa última afirmou que estava preparada para o público de 10 mil pessoas, que foi uma previsão da FBF e enviada à PM. Mais de 16 mil assistiram ao duelo.

O presidente da FBF, Ednaldo Rodrigues, rechaça a possibilidade do estádio ter recebido um público maior que sua capacidade e transfere a responsabilidade para a PM: “Não houve a superlotação que falaram. A capacidade oficial do estádio, atestada por laudos técnicos, é de 16.274 torcedores. Foram vendidos 16.089 ingressos e os não pagantes não ultrapassaram a capacidade total. O que aconteceu foi que quem comandou o policiamento supervalorizou o espaço para a torcida do Santos. Não é nenhuma crítica à Polícia Militar, mas na realidade foi isso o que aconteceu”.

Através de uma nota oficial, a Polícia Militar diz que a FBF teria enviado um documento com uma estimativa de 10 mil pessoas para o jogo entre Bahia e Santos e sinalizou o arrombamento de um dos portões de entrada do estádio.

O árbitro Wagner Reway preferiu não paralisar a partida e escreveu na súmula do jogo que pediu ao quarto árbitro para verificar com a polícia as medidas competentes para aliviar a aglomeração: “No início da partida (por volta dos 15 minutos), percebi uma movimentação intensa na arquibancada, atrás de uma das metas. Pedi para que o quarto árbitro verificasse, o mesmo dirigiu-se ao policiamento, que informou o início de aglomeração em um dos portões de entrada, e que as medidas para solucionar o problema estavam sendo tomadas pelo efetivo do policiamento no local. No intervalo, procurei o policiamento para saber o desfecho dos fatos e fui informado que, apesar do incidente, toda a situação foi controlada pelos policiais”.

Através do Twitter, o Tricolor baiano afirmou que a superlotação do estádio se deveu à gratuidade de mais de 1.200 ingressos, que foram cedidos pela administração do palco da partida: “A informação que temos é de que mais de 1.200 pessoas entraram sem pagar (idosos, policiais e crianças), e isso está provocando a confusão. As gratuidades são conferidas pela administração do estádio, de propriedade do município de Feira”.

 

Divulgação/E. C. Bahia
Apenas um portão foi usado para a entrada de torcedores no estádio Joia da Princesa. Esse foi um dos motivos da aglomeração de pessoas nas arquibancadas

Confira na íntegra a nota oficial da Polícia Militar da Bahia:

Sobre a partida Bahia x Santos realizada na noite de ontem (29), no estádio Joia da Princesa, em Feira de Santana, a PM esclarece que a Federação Bahiana de Futebol informou por ofício que 10 mil pessoas era o público estimado para o evento, ou seja, bem inferior ao público que de fato foi ao estádio. A Polícia Militar da Bahia tem um protocolo de emprego de tropa em estádio que se baseia de acordo com o público estimado pela Federação Bahiana de Futebol. A questão não foi de área reservada à torcida dos Santos, até porque a PM tem como dever preservar a integridade física dos torcedores, em especial a torcida visitante (minoria no estádio), crianças e gestantes, a área foi dividida de acordo com o público estimado pela FBF. A PM tomou conhecimento do arrombamento e agiu rapidamente deslocando a patrulha mais próxima do portão de acesso. Vale ressaltar que a quantidade de pessoas que adentrou foi mínima, o que não justifica a referida superlotação. Até o presente momento a PM não identificou o torcedor responsável pelo arremesso da latinha. Não houve registro de pessoas feridas nem no atendimento médico do estádio, nem que a PM tivesse conhecimento.

Publicidade

Publicidade


PublicidadePublicidade


Publicidade


Publicidade