Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Fluminense, buscando a paz, muda nomes do departamento de futebol

Gazeta Press Rio de Janeiro (RJ)

A guerra fria nos bastidores do Fluminense entre o presidente Peter Siemsen e o empresário Celso Barros, presidente da Unimed, principal patrocinadora do clube, está tendo mais um capítulo. Dessa vez, o resultado está sendo uma profunda reestruturação no departamento de futebol do clube.

O vice-presidente de futebol Ricardo Tenório pediu demissão alegando que não estava satisfeito com o atual modelo de gestão. Para seu lugar foi confirmado o advogado Mário Bittencourt, que teve papel decisivo na permanência do time na Série A do Campeonato Brasileiro pelo seu desempenho no julgamento que puniu a Portuguesa. De quebra, foi contratado o experiente Paulo Angioni para o cargo de diretor executivo do departamento de futebol.

A saída de Tenório é uma vitória de Celso Barros. O dirigente nunca teve um bom relacionamento com o empresário e a amigos reclamava da maneira submissa como o Fluminense se comportava em algumas reuniões. Na nota em que divulgou sua saída, Tenório deixa nítida a sua insatisfação: "Aceitei o convite do presidente do Fluminense, Peter Siemsen, e da patrocinadora, Celso Barros, para assumir a Vice-Presidência de Futebol imbuído do propósito de encontrar os meios ideais para desenvolver um trabalho capaz de melhorar o desempenho do time, como aconteceu em 2009. Apesar do pouco tempo à frente da função, verifico que, no modelo atual, não conseguirei agir e nem atuar da forma que entendo ser útil ao Fluminense. Então, numa conversa franca com o presidente pedi a minha exoneração e registrei o meu desejo de que o Fluminense encontre o melhor caminho para enfrentar os desafios que estão colocados diante do time e do clube. Aproveito para agradecer a todos os funcionários do departamento de futebol pelo apoio nesse período."

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O vice-presidente de futebol do Fluminense, Ricardo Tenório (à esquerda), pediu demissão por estar insatisfeito com atual gestão tricolor (Foto: Fernando Cazaes)

A contratação de Paulo Angioni, que terá a sua terceira passagem pelas Laranjeiras, também é uma vitória de Celso. Em 2004, ele foi gerente de futebol em um período em que peças como Romário e Edmundo atuavam nas Laranjeiras. Angioni sempre foi conhecido pela habilidade que tinha para lidar com os temperamentos explosivos dos jogadores e conta com a confiança do presidente da Unimed.

Já a escolha de Mário Bittencourt agrada a gregos e a troianos, porém, ele continuará atuando como advogado do clube e o departamento de futebol, pelo menos no que cabe ao dia a dia, ficará mesmo com Paulo Angioni. No início do ano, Peter chegou a tentar emplacar Felipe Ximenes para a função que agora será de Angioni. Porém, Ximenes foi demitido poucos dias depois, em uma processo de fritura comandado pelo presidente da Unimed.

Dentro de campo o Fluminense segue se preparando para o clássico contra o Flamengo, domingo, às 16 horas(de Brasília), no Maracanã, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. Na manhã desta quinta-feira, o técnico Cristóvão Borges comandou um treino em que preferiu dar destaque a finalizações, tentando melhorar o poderio ofensivo da equipe. O goleiro Diego Cavalieri, de fora da lista de convocados para a Copa do Mundo, demonstrou certo abatimento e não ficou em campo o tempo todo, indo fazer trabalho de reforço muscular na academia do clube.

A escalação para o duelo contra o Flamengo será a mesma da derrota de 2 a 1 para o Vitória. Assim o Tricolor formará com: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Elivelton e Carlinhos; Diguinho, Jean, Wagner e Darío Conca; Rafael Sobis e Fred. Nesta sexta-feira, o elenco volta a participar de um treino na parte da manhã, nas Laranjeiras.

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