Futebol/Campeonato Brasileiro Série A - ( - Atualizado )

“Funcionário normal” de Muricy, Pato promete trabalho para abafar vaias

Yan Resende, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

A torcida do São Paulo saiu feliz do Morumbi com a vitória, por 2 a 1, conquistado nos últimos minutos sobre o Atlético-MG. Em alguns momentos da partida, no entanto, principalmente após o gol de empate dos visitantes, as manifestações na arquibancada não eram de satisfação com a equipe. Foi possível ouvir gritos de “raça” para os jogadores e muitas vaias ao atacante Alexandre Pato.

Após um desempenho muito ruim, o camisa 11 do São Paulo foi substituído no segundo tempo, justamente por Pabon, autor do gol salvador no final da partida. Questionado sobre a postura do torcedor, Pato não quis entrar em polêmica. “Cada um faz sua análise, mas estou trabalhando para dar muitas alegrias ao torcedor. Estou jogando em uma nova função, por isso fico mais longe do gol”.

Se o atacante afirma estar trabalhando, não está fazendo mais do que sua obrigação na visão de Muricy Ramalho. Na entrevista coletiva, ao falar sobe o modo que o mau momento vivido por Alexandre Pato será tratado, comandante do São Paulo alegou que não terá nenhuma novidade. Como um “funcionário normal”, seu jogador terá que mostrar muito trabalho.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Muricy Ramalho garantiu que não terá nenhuma mudança com relação ao tratamento de Alexandre Pato
“Ele vai trabalhar como funcionário normal. Todos são funcionários, têm que trabalhar, tratamos os jogadores desta maneira. O jogador que estiver em melhores condições, joga. O outro espera. Tem que trabalhar muito. No passado a gente sofreu com a falta de comprometimento, mas com ele é o contrário. Ele pode não ter jogado bem, mas é um jogador que não desiste”, analisou Muricy.

O técnico também falou do ambiente encontrado por Alexandre Pato no São Paulo, alegando que agora o jogador está mais à vontade. Além disso, também destacou que não é preciso fazer qualquer trabalho psicológico com o atleta, já que apenas o fato de estar jogando no clube do Morumbi já é razão para fazer com que seus jogadores estejam motivados.

“Ele (Alexandre Pato) é comprometido, trabalha bem. É claro que tem a parte psicológica, mas não é meu papel cuidar disso, tem uma doutora que já é responsável. Aqui o cara é cobrado, não é motivado. Um cara que veste a camisa do São Paulo, um clube desse tamanho, não precisa ter alguém para motivar”, reforçou o treinador tricolor.

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