Futebol/Campeonato Brasileiro Série A - ( - Atualizado )

Goiás surpreende no Independência e instaura crise no Atlético-MG

Belo Horizonte (MG)

Levir Culpi terá muito trabalho para recuperar a equipe do Atlético-MG após a eliminação na Libertadores da América. A primeira prova foi neste domingo, quando a equipe alvinegra recebeu o Goiás, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, na Arena Independência. Com a necessidade de vencer para espantar a desconfiança, o Galo jogou muito mal e foi derrotado por 1 a 0.

Em um jogo muito fraco tecnicamente, o Atlético-MG viu uma possível crise chegar depois de atuar mal diante de sua torcida. O time comandado por Levir Culpi foi facilmente envolvido pelo Goiás, sofreu o gol no segundo tempo, após um belo chute de David, e recebeu vaias da torcida. Nas arquibancadas, aliás, foi possível ouvir gritos de “olé” quando os esmeraldinos tocavam a bola no final do jogo.

Com a vitória deste domingo, o Goiás chega aos sete pontos ganhos, mantendo a invencibilidade, na quarta colocação. O Atlético-MG, por sua vez, fecha a rodada com apenas um tento, figurando na zona de rebaixamento. Na próxima rodada, para espantar a crise, o Galo faz o clássico contra o Cruzeiro, novamente no Independência. O Goiás, por sua vez, visita o Palmeiras, no Pacaembu.

O jogo - O Atlético-MG tinha a missão de espantar a desconfiança de seu torcedor após a eliminação na Copa Libertadores da América, na última quinta-feira, mas esteve longe de agradar o pequeno público que compareceu à Arena Independência. Sem contar com quatro titulares, o time de Levir Culpi começou melhor do que o Goiás, mas não tinha criatividade para envolver o adversário.

Bruno Cantini/CAM
Sem criatividade, o Galo jogou muito mal, foi vaiado pela torcida e viu o Goiás surpreender no segundo tempo
Substituto de Ronaldinho Gaúcho, Marion ainda tentava deixar o ataque ainda mais veloz, principalmente pelo lado esquerdo, quando levava vantagem sobre a marcação do lateral Vítor. Fernandinho também se esforçava, tentando carregar a bola com a perna esquerda para encontrar espaço, mas o excesso de erros de passes e os dribles mal executados impediam jogadas de mais perigosas.

O cenário ficou ainda mais complicado para o ataque do Galo quando Jô subiu de cabeça para dividir com os zagueiros e sentiu dores no joelho direito ao cair. Diante de uma convocação para a Copa do Mundo na próxima quarta-feira, o departamento médico do time atleticano não teve dúvidas e tirou o jogador por precaução. Levir Culpi, por sua vez, optou por mudar o esquema, colocando Dátolo.

O argentino reforçou o meio de campo, deixando o Galo com um ataque mais veloz, formado por Marion, Fernandinho e Guilherme. A mudança pouco adiantou. A única chance perigosa do time no primeiro tempo foi com Réver, ainda aos 11 minutos, quando o zagueiro se aventurou no ataque, recebeu o passe na área e emendou uma bicicleta. A bola carimbou o travessão e saiu.

Arte GE.Net
Sem sofrer grande pressão, o Goiás controlava bem a partida no Independência. Ao se defender sem dificuldades, o time esmeraldino apostava em lances isolados no ataque e chegou a assustar com alguns chutes de longe no primeiro tempo. No intervalo, porém, Ricardo Drubscky deixou claro qual seria a estratégia dos visitantes. Wellinton Júnior entrou no lugar de Vitor e passou a ser acionado para os contra-ataques.

O jogador, apesar da presença mais ofensiva, também ajudou a melhorar a marcação, já que o Galo não tinha a mesma velocidade do primeiro tempo. Levir Culpi, claramente insatisfeito, resolveu voltar a ter referência no ataque, com André. A mudança, porém, também não surtiu efeito. O jogo continuava ruim tecnicamente, sem chances de perigo para os dois lados.

A torcida estava impaciente, vaiava sua equipe e teve ainda mais motivos para mostrar sua insatisfação quando o Goiás surpreendeu na metade do segundo tempo. Aos 23 minutos, David aproveitou a falha na zaga do Galo, ficou com a sobra fora da área e emendou a bomba de fora da área. A bola ainda tocou na marcação antes de balançar as redes pela primeira vez.

As críticas, então, se estenderam. Levir Culpi, que ainda colocou Rosinei no lugar de Fellipe Soutto, passou a ser chamado de “burro”. A diretoria também foi cobrada com os gritos de “queremos jogador”. Nem mesmo a boa chance desperdiçada por André serviu para acalmar os torcedores, que passaram a ironizar o próprio time com o passar do tempo.

Sem reação, o Galo só não sofreu o segundo gol no fim porque Victor fez bela defesa no chute de Erick. Wellinton Junior também desperdiçou boa chance no ataque esmeraldino. A torcida alvinegra, então, passou a gritar “olé” a cada troca de passes dos jogadores do Goiás. Era a confirmação de que a crise está instaurada na Cidade do Galo.

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