Futebol/ Brasileiro Série A - ( - Atualizado )

Gol no fim agrava crise no Flamengo e dirigente reclama da equipe

Gazeta Press Rio de Janeiro (RJ)

O gol marcado pelo meia Anderson Talisca nos acréscimos do segundo tempo fez mais do que garantir o empate por 1 a 1 para o Bahia diante do Flamengo. Acabou empurrando o time carioca para um momento de crise. O Rubro-Negro volta a viver esse tipo de ambiente pouco depois de a diretoria ter que administrar a conturbada troca do técnico Jayme de Almeida por Ney Franco.

Com o resultado, o Flamengo aparece com apenas cinco pontos conquistados em seis jogos e flerta com a zona de rebaixamento. Após a partida vários jogadores foram hostilizados pelos torcedores, que voltaram a maior carga de sua bateria ao presidente Eduardo Bandeira de Mello. O dirigente, na saída da social do Estádio Cláudio Moacyr, em Macaé (RJ), evitou responder a perguntas da imprensa, mas desabafou.

“Estou de cabeça quente e não vou falar, até para não dizer besteiras. Os torcedores têm razão, o problema é isso que vocês viram, apontando para o gramado”, disse Bandeira. O gesto do mandatário deixa em dúvida o que ele quis dizer, afinal de contas, ao apontar para o gramado o dirigente pode ter responsabilizado os jogadores ou a arbitragem, que foi motivo de críticas por conta do gol do Bahia. Na visão dos jogadores cariocas não existiu a falta que originou o tento baiano.

A verdade é que o ambiente nos bastidores do clube é o pior possível. Os jogadores ainda dão sinais de insatisfação pela troca do comando técnico e olham com desconfiança para Ney Franco. O treinador, por sua vez, ainda não conseguiu ganhar o grupo e a atuação do time nas duas partidas sob o seu comando deixaram os torcedores muito irritados.

Divulgação/Flamengo
Ney Franco foi contratado para o lugar de Jayme de Almeida. O novo treinador ainda não conseguiu melhorar o desempenho da equipe. São dois jogos, com uma derrota e um empate

“É meu segundo jogo. No primeiro, nós treinamos três dias e definimos uma equipe. Perdemos. Agora, tive a oportunidade de dar uma rodada, ver outros jogadores. A medida que temos treinamentos e jogos, vou conhecendo melhor o treino. A parada para Copa vai ser uma oportunidade de trabalharmos forte, trabalhar posicionamento, linha de marcação, movimentação ofensiva. Nossa equipe tem tido muita dificuldade para sair de trás para o ataque. Vamos utilizar a parada para trabalhar tudo isso”, defendeu-se o treinador.

Para agravar ainda mais a situação, as poucas investidas no mercado para a contratação de jogadores têm se tornado ineficientes, muito por conta do pouco dinheiro para investimento. Existe a preocupação de seguir com esse elenco até o fim e o mesmo se mostrar incapaz até mesmo de afastar o risco de um inédito rebaixamento para a Segunda Divisão. Por isso os próprios jogadores pregam uma reação rápida.

“Está difícil. Está difícil entender porque as coisas não estão dando certo. Temos que levantar a cabeça porque não podemos errar mais”, declarou o meia Everton.

É com esse cenário que o Flamengo vai voltar a campo para enfrentar o Santos, neste domingo, às 16h, no Morumbi, em São Paulo, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro. Nesta sexta-feira os jogadores treinam na parte da manhã, no Ninho do Urubu, onde Ney Franco deverá definir a formação para o duelo contra os santistas. No sábado pela manhã, no mesmo local, um recreativo encerra a preparação. Após a atividade a delegação flamenguista embarca para a capital paulista, palco do jogo de domingo.

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