Futebol - ( - Atualizado )

Hostilizado na arena, Gobbi se diz democrático e apoia manifestações

Helder Júnior São Paulo (SP)

O presidente Mário Gobbi pareceu não ter se abalado com os insultos que ouviu na cerimônia de inauguração do estádio do Corinthians, em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo. Neste domingo, um dia após as manifestações de torcedores organizados, ele chegou até a enaltecer o gesto.

“Isso é democracia. Cada um expõe aquilo que sente. Achei tudo muito bonito porque, na nossa casa, as pessoas devem mesmo dizer o que pensam. Os torcedores precisam se manifestar sempre, a favor ou contra”, comentou Gobbi, que foi à Arena Barueri para acompanhar o empate por 1 a 1 com o São Paulo deste fim de semana.

Os gritos contra Gobbi ecoaram das arquibancadas de Itaquera quando o mandatário foi ao centro do campo para discursar, na cerimônia de sábado. Em sua fala, de costas para as organizadas, ele já havia valorizado a democracia existente no Corinthians. E recebeu até aplausos de alguns torcedores.

Ao contrário de Gobbi, o seu antecessor Andrés Sanchez foi ovacionado pelas uniformizadas na festa de abertura da arena. Os dois já não estão mais tão próximos como em outros tempos.

Mesmo sem ter a mesma proximidade de Sanchez com as organizadas, Mário Gobbi foi um ferrenho defensor delas na época da morte do goleiro boliviano Kevin Espada, em um jogo contra o San José, pela Copa Libertadores da América do ano passado. Hoje, ele não se importa com as críticas das facções. “É o ônus do cargo. Você não agrada a todos, e eu nem tenha essa pretensão”, declarou.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Mario Gobbi não se incomodou com as manifestações negativas da torcida, dizendo ser a favor da democracia

A favor da torcida
Convidado para a reinauguração da Arena da Baixada, nesta quarta-feira, o Corinthians não teria torcedores no estádio, por determinação do Atlético-PR. O presidente Mário Gobbi não gostou.

“Fomos muito claros com eles. Se o torcedor não pudesse entrar com a camisa do Corinthians na arena, não jogaríamos lá. Não podemos disputar um amistoso sem a nossa torcida. Seria uma afronta ao maior patrimônio do Corinthians”, discursou.

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