Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Justiça determina indenização do Tricolor a filhos de torcedor morto

Luiz Ricardo Fini São Paulo (SP)

O São Paulo foi condenado a pagar uma indenização aos dois filhos de um torcedor que morreu momentos antes do início de partida do clube contra o Santo André, em fevereiro de 2007. O jogo foi realizado no estádio do Morumbi, e Carlos Rogério Vitorino e Silva morreu em decorrência de um infarto agudo do miocárdio. O Tricolor já avisou que vai recorrer da sentença.

O advogado da família, Ademar Gomes, alegou que o torcedor foi socorrido por uma ambulância municipal, e não pelo veículo de emergência do estádio. Além disso, justificou que a vítima foi encaminhada a um hospital a sete quilômetros do Morumbi, em vez do São Luiz ou do Einstein, que são mais próximos.

O juiz Felipe Albertino Nani Viaro, da 3ª Vara Cível da Capital, determinou o pagamento de uma indenização de R$ 100 mil a cada um dos filhos, além de pensão de R$ 300 por mês e mais R$ 400 por ano (referente ao 13º salário e adicional de férias). O valor é contabilizado desde a data do ocorrido e deve ser pago até ambos completarem 24 anos de idade.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
São Paulo alega que estádio do Morumbi atendia a todas as determinações e vai recorrer
O advogado da família pretende recorrer do valor da indenização. Já o São Paulo também deixou claro que vai apelar contra a decisão, pois informa que tomou todas as precauções dentro de seu estádio.

“Nós vamos recorrer. Se julgasse que teria de acertar, nós iriamos para um acordo e acabaria com o processo, mas tenho bastante convicção de que conseguiremos virar no tribunal, porque o São Paulo cumpriu todas as exigências do estatuto do torcedor, com médico, ambulância com UTI, desfibrilador...”, afirmou o gerente jurídico do clube, Edgar Galvão.

O advogado ainda foi além em sua explicação. “O torcedor morreu fora, e não no estádio. Foi um infarto fulminante, que, lamentavelmente, pode ocorrer em qualquer lugar. Está comprovado nos autos também que ele ingeriu álcool e estimulante sexual antes de ir ao jogo. Isso, no mínimo, teria que ter atenuado a pena”, completou o dirigente são-paulino, alegando que a combinação poderia afetar a saúde do torcedor.

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