Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Kalil cita Fred e ataca o Fluminense: “Não está pagando nada”

Bruno Ceccon São Paulo (SP)

Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG, participou de um fórum sobre gestão na manhã desta terça-feira, em São Paulo. Com o microfone em punho diante da plateia, ele citou o centroavante Fred, convocado para defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo, e atacou o Fluminense.

“O Flamengo paga o imposto, e o Fluminense paga o Fred”, disse Kalil, sentado ao lado de Eduardo Bandeira de Mello, presidente do clube rubro-negro. “Ou ninguém paga o Fred, ou ninguém paga o imposto. O que não pode é o Fluminense pagar o Fred, e o Eduardo pagar o imposto, porque aí é sacanagem”, declarou.

Eduardo Bandeira de Mello garantiu manter o pagamento de salários e impostos do Flamengo em dia durante sua gestão. Ao defender o dirigente, criticado pela recente demissão de Jayme de Almeida, Alexandre Kalil voltou a disparar contra o Fluminense.

“O presidente está aqui, na frente de uma plateia muito grande, falando que paga impostos e salários em dia. Ontem, ele foi atacado grosseiramente pela imprensa por despedir um treinador, enquanto o outro lado (Fluminense) não está pagando nada e quem manda é uma empresa. Foi lá, ganhou o jogo (por 2 a 0, no domingo) e está alegrinho comemorando”, afirmou.

O Fluminense não contava com um representante na discussão, mas foi defendido por Toninho Nascimento, secretário nacional de futebol do Ministério do Esporte e torcedor tricolor. “Quem paga o Fred é a Unimed”, afirmou, nomeando a “empresa” citada por Alexandre Kalil.

Djalma Vassão/Gazeta Press
O flameguista Eduardo Bandeira de Mello (à esquerda) foi defendido pelo atleticano Alexandre Kalil em São Paulo
Sentado ao lado do eloquente presidente atleticano, Eduardo Bandeira de Mello foi cauteloso ao citar o arquirrival. Por outro lado, reiterou que a política de manter salários e impostos em dia não deveria ser uma mera alternativa para os clubes.

“O Fluminense está sendo citado aqui, mas é um exemplo. Não sei se eles pagam impostos ou não. Para nós, isso é uma obrigação, e tinha que ser para todo o mundo. Desde eu consiga pagar os impostos e os salários dos outros jogadores, posso contratar o Fred, o Neymar e o Cristiano Ronaldo. Se eu não conseguir, um abraço”, declarou.

Fernando Carvalho, também presente ao debate, seguiu a mesma linha de raciocínio. “A melhor contratação que um dirigente pode fazer é colocar os salários em dia. Assim, você tira rendimento de todo o mundo. É muito difícil comandar um subordinado sem pagar”, afirmou o respeitado ex-presidente do Internacional.

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