Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Kardec defende ética de novo clube e rebate rótulo de “mercenário”

Yan Resende, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

Ao aceitar a saída de Alan Kardec para o rival, Paulo Nobre não poupou críticas ao São Paulo e afirmou que o clube teria sido antiético na negociação com o jogador. O atacante, no entanto, não concorda com a opinião de seu ex-presidente. De acordo com o atleta, o clube do Morumbi entrou na negociação a partir do momento em que a cúpula alviverde voltou atrás, mais de uma vez, com as propostas na mesa, o que irritou o pai e agente do camisa 14.

“É claro que tem um aperto no coração, pela torcida e pelo clube, mas tivemos oportunidades de fechar o negócio, inclusive meu pai esteve em São Paulo, bateu na mesa, disse que estava fechado o negócio, e dois dias depois vieram com uma proposta mais baixa. O São Paulo só entrou no negócio a partir do momento em que meu pai disse que estaria disposto a falar com outras equipes”, revelou Kardec, que usou a postura do Palmeiras para se defender das acusações de mercenário.

De acordo com o jogador, se ele tivesse voltado atrás depois de dar a palavra para o São Paulo, por causa da oferta maior do Palmeiras, ele poderia ser acusado de pensar apenas no dinheiro. O que ocorreu nos bastidores, porém, foi diferente. Ao estar ciente da proposta do Tricolor do Morumbi, Alan Kardec selou um acordo verbal e não quis mais conversar com a cúpula alviverde.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Alan Kardec defendeu Aidar, alegando que o São Paulo não teve uma postura antiética durante a negociação
“Eu acho que no final da historia, infelizmente, alguém vai ter que ser o culpado. Como estava falando, não foi uma oferta que voltaram atrás, foi mais de uma. No final das contas, uma pessoa que não poderia te pagar x a mais, chega e fala que poderia cobrir tudo, não tem muita lógica. Eu poderia ser mercenário na hora que o Palmeiras falou que cobriria tudo, mas uma palavra fala mais do que um papel assinado”, defendeu a nova contração do São Paulo.

Em seu novo clube, Alan Kardec não esconde a mágoa com os dirigentes palestrinos, apesar de mostrar muito respeito pelo clube do Palestra Itália. Ao afirmar que a conturbada negociação deve ser deixada para trás, o atacante não se esqueceu de mencionar a gratidão que tem pelo Palmeiras, principalmente por causa do carinho do torcedor alviverde.

“É uma coisa muito grande o que aconteceu, e acabou ficando no passado. Nossa vida é muito rápida, muito dinâmica, tenho que olhar para frente, mas agradecer tudo aquilo que me proporcionaram. Fico feliz pelo que fiz no Palmeiras, ao lado dos torcedores, mas ficou para trás, é passado. Estou no São Paulo, super feliz de chegar à nova casa, com as pessoas me acolhendo bem, e quero dar continuidade às vitórias”, finalizou o jogador.

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