Futebol - ( - Atualizado )

Mano pede calma a atletas para resolver arritmia no coração do time

Marcos Guedes São Paulo (SP)

Mano Menezes quer velocidade nos passes dos volantes para os armadores do Corinthians. E quer calma na troca de bolas no meio de campo. Está difícil ajustar o ritmo na parte que é considerada pelo treinador a mais vital no funcionamento de um time de futebol.

“O segredo das grandes equipes está no coração. E o coração está no meio. Quando a equipe consegue se sobressair com frequência nesse setor, quase sempre é uma grande equipe”, afirmou o técnico, preocupado com a problemática irrigação do ataque no Campeonato Brasileiro.

“Eu gosto que se trabalhe a bola. E não é para gastar o tempo; é para desmontar a marcação do adversário. Se você encontra cinco ou seis marcadores, é hora de rodar a bola para chegar a um lugar onde só encontre dois. É assim que se constrói o jogo quando se está bem marcado. E eu quero, em contrapartida, em outros momentos, que se acelere o jogo para aproveitar uma marcação não tão postada”, explicou.

Divulgação/Agência Corinthians
Mano Menezes quer calma e velocidade em seu problemático meio-campo (foto: Daniel Augusto Jr.)
A criatividade do Corinthians lhe rendeu só cinco gols em seis partidas no Nacional. De acordo com Mano, mesmo antes da entrada de Elias – que representará, imagina o chefe, um salto de qualidade no setor após a Copa do Mundo –, é possível tornar mais fluida a circulação da bola.

“Isso passa por uma calma maior na escolha. Em determinados momentos, tomamos a bola e queremos avançar de forma muito rápida. É a ânsia de querer fazer a jogada ofensiva. Muitas vezes, a equipe precisa trabalhar melhor a bola, ter um pouco mais de calma, rodar de um lado para o outro e desestabilizar a marcação. Estamos indo dentro do adversário, muitas vezes quando ele já está mais organizado. Fica muito lá e cá, e não pode ser lá e cá, porque aí não acontece quase nada.”

Antes de toda essa análise, no entanto, Mano fez questão de fazer sua tradicional lembrança de que o coração corintiano já apresentava problemas no ano passado, sob os cuidados de Tite. Mudou o plano, porém a arritmia ainda está bem distante de ter sido corrigida.

“Faz quase um ano já. Ainda não conseguimos resolver. Já buscamos várias formações diferentes, mudamos o sistema, mudamos jogadores. E ainda não conseguimos resolver na proporção que precisamos resolver”, admitiu o gaúcho.

Publicidade

Publicidade


PublicidadePublicidade


Publicidade


Publicidade