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Mano vê Brasil favorito, mas se cala para evitar "reações inadequadas"

Marcos Guedes São Paulo (SP)

Mano Menezes se conteve quando foi questionado sobre o que espera da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Demitido do comando da equipe verde-amarela no final de 2012, o técnico do Corinthians preferiu não repetir o que fez em entrevistas anteriores, nas quais o time agora dirigido por Luiz Felipe Scolari como favorito.

“Recentemente, perguntaram para mim em uma entrevista se o Brasil venceria. Respondi que sim, que tinha grande chance de vencer. Alguns colegas de vocês (jornalistas) ficaram chateados, disseram que, no meu tempo, eu não dizia isso, que agora estou falando muito”, afirmou.

“É muito difícil falar sobre esse assunto, porque as reações sempre são as inadequadas”, acrescentou, antes de uma longa, dramática e pensativa pausa. “Se é difícil falar, não vamos falar. Quem tem que falar são o Felipão e o Parreira, que estão lá”, concluiu o gaúcho.

Divulgação/Agência Corinthians
Mano Menezes, de volta ao Corinthians, vai acompanhar a Copa pela TV (foto: Daniel Augusto Jr.)
Seleção à parte, Mano se permitiu uma análise mais genérica sobre o Mundial. Como “um homem do futebol”, prometeu acompanhar atentamente a disputa, esperando poucas novidades táticas e muitas dificuldades físicas, por conta da desgastante temporada europeia.

“A gente não vai ver nada diferente do que fizeram as principais equipes na Champions, do que fizeram as seleções nas suas eliminatórias. Não espero muito novidade tática, porque hoje existe pouca possibilidade de isso acontecer, com jogos de todo lugar sendo acompanhados em tempo real”, comentou.

“Em relação à questão técnica, existe uma preocupação. Os maiores jogadores do mundo estão um pouco abaixo em função de questões físicas e clínicas. A temporada europeia foi difícil, parelha em campeonatos importantes. A gente viu os jogadores extenuados na final (da Liga dos Campeões)”, acrescentou.

Essa preocupação é maior por causa das condições climáticas brasileiras. “Temo pela qualidade do jogo em alguns lugares, onde o clima vai ser mais quente. Tenho curiosidade de ver Inglaterra e Itália em Manaus, no segundo tempo”, sorriu o técnico do Corinthians.

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