Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

“Ofendido” pelo Verdão, Kardec é apresentado por Aidar no São Paulo

Yan Resende, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

Alan Kardec evitou emitir qualquer opinião ao longo da negociação que o levou para o São Paulo. Em sua apresentação no novo clube, porém, o atacante não escondeu a mágoa que sente com relação ao Palmeiras. Ao lado do presidente tricolor Carlos Miguel Aidar, o camisa 14 disse ter se sentido “ofendido” por Paulo Nobre quando o mandatário alviverde indicou que o jogador estaria no ostracismo antes de retornar ao futebol brasileiro.

“As pessoas que estão cuidado do Palmeiras poderiam ter um pouco mais de carinho no momento em que estava rolando o negócio. Sou uma pessoa de sentimentos e não estava pensando em retornar a Portugal por questões de oportunidades. A palavra não é ostracismo, se pensassem um pouco mais falariam sobre oportunidades. Cada um fala o que quer, mas não é bem assim. Me senti bastante ofendido com isso, mas não vou ficar rebatendo”, afirmou o novo jogador do São Paulo.

Alan Kardec tentou explicar os motivos que o levou a ser reserva do Benfica, alegando que a concorrência era forte. No time português, o atacante teria que brigar por posição contra o paraguaio Cardozo e o brasileiro Lima, que têm uma alta média de gols nas competições locais. O agora jogador do São Paulo também recordou que não teve oportunidades de retornar apenas para o Palmeiras, por isso exigiu um pouco mais de respeito do time alviverde.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Mesmo feliz no São Paulo, o atacante não conseguiu esconder a mágoa com alguns dirigentes do Palmeiras
“Não tive oportunidade de vir só para o Palmeiras, mas a camisa do Palmeiras representa muito para futebol brasileiro e mundial. Quando saí do Santos eu saí vitorioso, por exemplo”, explicou Kardec, lembrando de sua passagem pelo Alvinegro da Vila Belmiro, na qual conquistou o Campeonato Paulista de 2012.

O jogador ainda saiu em defesa de seu pai, que, de acordo com Alan Kardec, não se excedeu em nenhuma declaração. Para o jogador, a postura de seu tutor foi motivada como uma forma de proteção, já que, caso não houvesse esta defesa, o atacante seria obrigado a falar, causando um desgaste ainda maior em torno desta negociação. Em uma história de duas verdades, o camisa 14 acredita que o seu jogador foi “agredido” pela cúpula alviverde.

“A partir do momento em que meu pai sentiu que estava sendo agredido por uma das partes, ele acreditou que isso estaria gerando um desgaste para minha imagem. Assim rebateu do outro lado. Em momento algum meu pai quis diminuir a importância da instituição, simplesmente quis defender o interesse nosso. Em alguns dias que estive do lado dele, o telefone dele não parava de tocar”, completou o atacante.

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