Futebol/Seleção Brasileira - ( - Atualizado )

Parreira minimiza protestos e avisa que Seleção só falará de si

Tossiro Neto, enviado especial Teresópolis (RJ)

O cerco ao ônibus que levou a Seleção Brasileira do Rio de Janeiro a Teresópolis e os protestos na chegada à Granja Comary foram minimizados por Carlos Alberto Parreira. O coordenador técnico da equipe minimizou os episódios desta segunda-feira e tratou de avisar que ninguém comentará sobre o que ocorrer fora de campo (como a preparação atrasada do País) antes e durante a Copa do Mundo.

"Cada um interpreta da maneira que lhe interessar. Houve um contratempo lá no início, com 200 pessoas no máximo. Mas tenho certeza absoluta de que a Seleção é um patrimônio cultural e esportivo do povo brasileiro e será apoiada. Ninguém está contra a Seleção. A prova foi dada de maneira inequívoca. O coronel nos disse que o povo apoiou o tempo todo. Não houve manifestação, vandalismo, nenhum tipo de problema", disse o membro da comissão técnica, que está na sede de treinos da Confederação Brasileira de Futebol desde a noite de domingo e não fez o trajeto dos jogadores.

É verdade que não houve vandalismo. Mas houve, sim, quem tentasse atrapalhar a saída do time da capital carioca. Aproximadamente 150 pessoas rodearam o ônibus, que precisou buscar um atalho na estrada para subir a serra e se apresentar, com um pequeno atraso, ao técnico Luiz Felipe Scolari. Em Teresópolis, um grupo de cerca de 30 pessoas, em sua maioria professores da rede pública, fizeram um protesto discreto, levando faixas e colando adesivos no veículo.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Parreira minimizou o cerco ao ônibus que levou a Seleção e os protestos na chegada à Granja Comary
Nenhuma declaração sobre o que se passa além da Granja Comary será comentada a fundo. Além das queixas de diversos setores por melhorias diante dos gastos com a Copa, também não serão analisadas declarações de quem olha de forma crítica para os atrasos na construção de estádios e na melhora da infraestrutura das 12 cidades-sede. Como Ronaldo, ex-atacante da Seleção e membro do Comitê Organizador Local (COL), que nessa semana se disse "envergonhado" com a preparação para a disputa do torneio.

"A Copa é uma experiência muito boa, uma oportunidade muito boa para se mostrar para o mundo. Mas nós chegamos a um consenso de que é hora de falar só sobre a Seleção. Deixamos para quem é de direito comentar, criticar, elogiar...", esquivou-se Parreira, treinador de Ronaldo na conquista do tetracampeonato mundial, em 1994, nos Estados Unidos.

Essa orientação será repassada aos jogadores convocados em reunião agendada para o início da noite desta segunda-feira, na Granja Comary.

"Vamos mostrar aos jogadores o que vai acontecer daqui até o final da Copa. As questões sobre procedimento, comportamento, dificuldades, as renúncias que têm que ser feitas, o que preço que tem que ser pago. Ninguém é campeão por acaso. Tem que haver uma dose de renúncia, de dedicação, de comprometimento, foco. É muito óbvio, mas é verdade. Se não fizer isso, não se atingem as metas desejadas", explicou o coordenador técnico.

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