Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Portuguesa escapa de exclusão, mas vê Joinville vencedor e ganha multas

Rio de Janeiro (RJ)

Nesta quarta-feira, ocorreu o julgamento da Portuguesa no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro, por causa do episódio referente à participação rubro-verde na primeira rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Após abandonar o duelo contra o Joinville, mediante uma liminar, a Lusa foi decretada como derrotada do compromisso (pelo placar de 3 a 0) e recebeu, além de uma multa no valor de R$ 50 mil, uma série de suspensões e penalidades financeiras individuais, a começar pelo técnico Argel Fucks.

Com um gancho de quatro jogos, Argel, que ainda não conseguiu vencer na competição, só poderá voltar a comandar a equipe no banco de suplentes na nona rodada, diante do Vasco, em mando de campo escolhido pelo cruz-maltino. Indo de encontro ao presidente Ilídio Lico, o comandante expressou que sabia das consequências negativas caso a liminar chegasse e aproveitou para expor sua opinião sobre o caso.

"Eu já sabia que tinha uma liminar e tinha recebido uma ordem prévia, de que o jogo deveria parar se a liminar chegasse. Mesmo não concordando, eu fiz. Era melhor não ter entrado em campo do que entrar e sair no meio", disse o comandante.

Em defesa, Lico expressou a importância da liminar, mas revelou uma certa frustração pelo abandono: “Mandamos a equipe para Joinville. Se a liminar não caísse, jogaríamos. Tentaram derrubá-la, mas não conseguiram. Era uma liminar importante. Entendo de construção, não de parte jurídica. Mas sei que a liminar caiu no sábado. Aí pensei: 'Poderia ter sido cassada antes'. Fiquei muito chateado e arrependido. Tiramos muitas pessoas do estádio", finalizou enfaticamente.

Assim como seu filho, o dirigente Marcos Rogério Lico, responsável por chegar com o documento à Arena, Ilídio fora multado e afastado por 240 dias. Porém, sua penalidade financeira (de R$ 100 mil) excedeu o montante de 20 mil em relação à recebida pelo filho, que apontou a atuação do delegado da partida como crucial para a interrupção do espetáculo.

"Tenho a impressão de que o que motivou a decisão dele foi a liminar. Eu não o abordei falando que tiraria o time de campo. Disse apenas que o jogo deveria parar por causa do documento. Quem entrou em campo paralisando o jogo, na minha visão, foi o delegado", se defendeu Marcos.

Com o alívio da permanência no segundo estágio do futebol nacional, a Portuguesa terá como próximo adversário o América-RN. O embate contra o Alvirrubro potiguar ocorre no dia 17 de maio, sábado, às 16h20 (de Brasília), no Estádio do Canindé.

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