Futebol/Brasileiro Série B - ( - Atualizado )

Portuguesa será julgada nesta quarta e pode ser excluída da Série B

Rio de Janeiro (RJ)

O clima no Canindé é de tensão. No Plenário do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro, a Portuguesa será julgada pelo STJD nesta quarta-feira por ter abandonado o campo na partida contra o Joinville, na primeira rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Por conta da retirada dos atletas do gramado, o clube corre riscos de ser excluído da competição e cair automáticamente para a terceira divisão. De qualquer forma, como o julgamento que será realizado a partir das 14 horas (de Brasília) é de primeira instância, qualquer decisão está passível de recurso.

A Lusa foi denunciada em dois artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O de número 205 refere-se a “impedir o prosseguimento de partida que estiver disputando, por insuficiência numérica intencional de seus atletas ou por qualquer outra forma”, enquanto o 231 reza que está passível de punição a equipe que “pleitear, antes de esgotadas todas as instâncias da Justiça Desportiva, matéria referente à disciplina e competições perante o Poder Judiciário, ou beneficiar-se de medidas obtidas pelos mesmos meios por terceiro”.

Nos primeiros minutos da etapa inicial do jogo contra o Joinville, dirigentes da Lusa entraram em campo munidos de um papel que, segundo eles, garantiria a permanência da equipe na Série A. O time rubro-verde usou recurso obtido na Justiça comum para justificar a saída de campo, por isso se encaixa nos dois artigos citados acima.

Ambos artigos preveem perda dos pontos disputados para o adversário, exclusão do torneio e multa de até R$ 100 mil. Por ter se beneficiado da Justiça comum, o clube ainda deve responder ao artigo 69-2 do Código Disciplinar da Fifa, o que também pode culminar no rebaixamento automático para a Série C.

Além da Portuguesa, serão julgados o técnico Argel Fucks, o presidente Ilídio Lico e seu filho, Marcos Rogério Lico. O treinador pode ser punido com multa de R$ 100 mil e suspensão de seis a doze partidas. Já os dirigentes podem ser afastados de 180 a 360 dias. Responsável por tirar os jogadores de campo, Marcos Lico pode ter acumular de 15 a 180 dias de suspensão.

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