Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Possível candidato, Odílio tem dúvida sobre estatuto da própria gestão

Do correspondente Tiago Salazar Santos (SP)

As eleições para presidente no Santos Futebol Clube estão se aproximando. Em dezembro, os sócios votarão no nome que comandará o clube nos próximos três anos. Atual mandatário do Peixe, Odílio Rodrigues admite que pode sair como candidato. No entanto, como participou das duas últimas eleições, em 2009 e 2011, como vice de Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, Odílio pode ser impedido de concorrer, já que o estatuto santista não permite duas reeleições. Porém, o fato de Odílio não ter sido candidato à presidência em nenhuma das oportunidades e ter assumido o clube recentemente em função da renúncia de Laor, que se recupera de um grave problema cardiológico, gera dúvida dentro do próprio clube.

“Não sou especialista, sou médico. O estatuto não é muito claro, ouvi falar que pode e que não pode. A comissão estatutária tem que dar o parecer”, disse Odílio Rodrigues.

A declaração causa estranheza, pois o estatuto santista fora alterado em março de 2011, durante a administração de Laor e do próprio atual presidente.

Mesmo sob a dúvida de sua disponibilidade para o cargo, Odílio admite que pode entrar na briga para continuar dirigindo o clube, mas prefere aguardar a decisão de seu grupo.

Ricardo Saibun/Santos FC
Odílio assumiu a presidência do Santos em agosto do ano passado, quando Luis Álvaro pediu afastamento
“Eu pertenço ao grupo, existe uma construção de uma plataforma, esse grupo pretende fazer sucessão, disputar eleições, mas, mais importante que o nome é a plataforma a ser mantida. Toda a gestão tem erros e acertos e, no determinado momento, vamos lançar o nome. Existem pessoas qualificadas no nosso grupo, com história de amor ao Santos, convivência e gestão, e na hora certa vamos indicar esse nome”, comentou o presidente.

Mesmo que não seja o nome escolhido pelo seu grupo para concorrer à eleições de dezembro, Odílio aproveitou para se colocar à disposição para qualquer outro cargo administrativo dentro do clube.

“Administrar um clube de futebol com o tamanho do Santos é um problema muito grande. Vou estar sempre a ajudar o Santos em qualquer função, mas acredito muito no grupo e vou estar apoiando o grupo e esse nome que o grupo entender para disputar as eleições”.

Por fim, após uma reflexão extensa sobre as dificuldades de comandar um clube de futebol da grandeza do Santos e os conflitos internos, Odílio Rodrigues reclamou do fato das pessoas não reconhecerem os esforços que são feito para manter o time de Vila Belmiro entre os principais clubes do país, mesmo com muito menos recursos.

“Fico abismado como são minimizadas as soluções para a direção de um clube como o Santos. Parece que do lado de cá só tem idiota, e do lado de lá só inteligente. É difícil fazer uma gestão do clube como o Santos, que recebe menos do que boa parte dos clubes, menos do que os clubes da capital, e nós temos o mesmo gasto no futebol. Recebemos menos e temos obrigações de disputar campeonatos em condições de igualdade, e ninguém para para fazer essa análise”.

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