Futebol/Campeonato Brasileiro - ( )

Sem Copa, jogar na Europa vira sonho mais próximo para Ganso

Tossiro Neto São Paulo (SP)

Quando decidiu deixar o Santos, em 2012, Paulo Henrique Ganso tinha um projeto de carreira claro. Em um ano e meio, resgataria prestígio no São Paulo, disputaria a Copa do Mundo com a camisa 10 da Seleção Brasileira e iria em seguida para o futebol europeu. O problema é que a primeira parte dos planos sofreu muito atraso, e ele voltou a chamar atenção há pouco tempo (ou tempo insuficiente para realizar o primeiro dos sonhos).

"Fica a sensação de que eu tenho qualidade e que poderia estar presente na Seleção. Só que, é claro, isso poderia ter sido muito antes, antes de tudo o que passei. Hoje, estou tranquilo para jogar meu futebol", disse, no domingo, quando fez os dois gols da vitória sobre o Flamengo, no Maracanã.

"Já venho jogando bem há algum tempo. Mas todo o mundo só vê em grandes jogos, contra Corinthians, Flamengo. Todo o mundo está vendo minha qualidade", enalteceu-se, como vem fazendo depois que foi para o banco de reservas, discordou do esquema tático de Muricy Ramalho (sem um armador de ofício) e foi desafiado pelo treinador a atuar bem quando retomasse a titularidade - nos últimos quatro jogos, além de ter balançado a rede duas vezes, foi autor de três assistências a gol.

Ganso não disputará a Copa, pois não integra nem integra a lista dos sete jogadores de sobreaviso de Luiz Felipe Scolari. Mas poderá cumprir, em tempo, o segundo passo do planejamento que havia traçado há um ano e meio: jogar na Europa na temporada 2014/2015. Até porque, aos 24 anos, o jogador que nunca escondeu a vontade de atuar em um grande clube estrangeiro - já demonstrou simpatia, por exemplo, pelo italiano Milan - volta a chamar atenção de "todo o mundo", segundo ele próprio, justamente às vésperas da reabertura da janela de transferências internacionais.

Rubens Chiri/www.saopaulofc.net
Camisa 10 são-paulino anotou os dois gols da vitória sobre o Flamengo, no estádio que receberá a final da Copa
Seu contrato vence em setembro de 2017, e o São Paulo tem somente 32% de seus direitos econômicos - e consequentemente do lucro de uma eventual venda. Para a nova diretoria, no entanto, ninguém, a não ser o goleiro Rogério Ceni, é inegociável. Essa é a filosofia do vice-presidente de futebol do clube, Ataíde Gil Guerreiro, que recentemente contratou o atacante Alan Kardec e lembrou publicamente que o agora ex-palmeirense, apto a atuar apenas a partir de julho, em vez de necessariamente disputar posição com o artilheiro Luis Fabiano, pode fazer a função de Ganso, como fez em sua passagem pelo Santos, sob comando justamente de Muricy.

Por ora, isso fica em segundo plano. A realidade de Ganso são os próximos quatro jogos com o São Paulo antes da paralisação do Brasileiro. O primeiro deles, na quarta-feira, diante do Fluminense, no mesmo Maracanã em que brilhou no domingo e que, em julho, será palco da final da Copa.

Publicidade

Publicidade


Publicidade


Publicidade


Publicidade

Publicidade