Futebol/Copa 2014 - ( )

Sem Marin, aliado é quem repassa ordens na Granja Comary

Tossiro Neto Teresópolis (RJ)

A liderança mais respeitada na concentração da Seleção atende por Vilson Ribeiro de Andrade. Trata-se do presidente do Coritiba, nomeado por José Maria Marin chefe da delegação da equipe na Copa do Mundo. Sem o mandatário da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) presente na Granja Comary, é ele quem repassa as principais determinações.

"Ele é o Marin dentro da delegação", resume um dos integrantes da comissão técnica.

Nos dois primeiros dias em Teresópolis, o representante de Marin (que ainda não apareceu na concentração, a exemplo de Marco Polo Del Nero, atual vice-presidente da entidade e que assumirá o posto máximo no ano que vem) não teve grandes decisões a comunicar, contudo se comportou de forma diplomática, como também pede o cargo.

Na terça-feira, dia em que Marcelo se apresentou, o dirigente recepcionou o lateral esquerdo do Real Madrid e, mais tarde, sentado ao lado do coordenador técnico, Carlos Alberto Parreira, acompanhou atentamente a entrevista dos goleiros Júlio César, Jefferson e Victor.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Vilson Ribeiro de Andrade, chefe da delegação, acompanha entrevista ao lado de Carlos Alberto Parreira
Meio-campo entre a chefia da CBF e os membros da comissão técnica, Vilson Ribeiro ainda conversou com a imprensa, depois da entrevista dos atletas. E informou, por exemplo, que eles só estão autorizados a receber visitas de familiares se quiserem ficar na Granja Comary quando tiverem folga - segundo a programação, serão três até o final da primeira fase da Copa.

Há menos de cinco anos envolvido com o futebol, o presidente do Coritiba se tornou recentemente um forte aliado de Marin, de Del Nerto e dos interesses da CBF de modo geral, motivo pelo qual foi convidado para ser chefe da delegação brasileira. A ligação teve início quando ele apresentou propostas para quitar as dívidas dos clubes e passou a ser chamado para representar a entidade em eventos com autoridades governamentais.

A exemplo de Andrés Sanchez, que presidiu o Corinthians e chefiou a Seleção Brasileira na Copa de 2010, Vilson Ribeiro pode eventualmente seguir carreira política além do Coritiba. O dirigente nega que essa seja sua prioridade, mas trilha o mesmo caminho do ex-mandatário corintiano, anteriormente cotado como um dos candidatos à concorrer com Del Nero na eleição da CBF.

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