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Sozinho, Rivaldo cogita deixar Mogi: "Não tenho apoio de ninguém"

Mogi Mirim (SP)

A boa campanha na Série C do Campeonato Brasileiro esconde a conturbada situação financeira do Mogi Mirim nesta temporada. Sem parceiros para investir na equipe, o presidente Rivaldo admite deixar o comando do clube caso não encontre um parceiro até o final deste mês. Sem a liderança do ex-jogador, o Sapão corre o risco inclusive de paralisar as atividades e abandonar a competição nacional.

“Se até o dia 30 ou 31 não aparecer ninguém para me ajudar, eu também estarei fora e o Mogi vai fechar”, avisa Rivaldo. “Vou deixar tudo em dia, pagar funcionários, jogadores, fazer acordos. Não vou deixar nada para trás. E o Mogi, mesmo na liderança, pode fazer apenas mais seis jogos. Depois estarei fora caso não apareça alguém”, lamenta.

O dirigente até aqui fez de tudo para encontrar um novo investidor para o Mogi, tendo inclusive divulgado telefone e e-mail pessoais para facilitar o contato. Recentemente Rivaldo descobriu por meio de uma auditoria que o clube teve gastos de R$ 600 mil mensais na segunda metade do ano passado, e foi obrigado a desembolsar R$ 3 milhões para cobrir o rombo. Neste ano, após a saída do principal patrocinador ao final do Campeonato Paulista, o pentacampeão virou o único responsável pelas despesas da equipe.

Divulgação
Rivaldo vê futuro incerto para o Mogi Mirim e implora por investidor para manter as atividades do clube
O Mogi chegou a cogitar se ausentar da terceira divisão nacional para não aumentar os gastos, mas na época Adir Leme da Silva, presidente do Arapongas, se comprometeu a se associar. Com a equipe já disputando a Série C, o empresário acabou desistindo da parceria e frustrou os planos de Rivaldo. Agora, o ex-jogador busca alguém para dividir os gastos, nem que seja obrigado a deixar a presidência.

“Não tenho apoio de ninguém, estou sozinho. É triste jogar para 300 pessoas, com gasto de R$ 16 mil por jogo. Espero que não chegue ao ponto de deixar o clube. Se isso acontecer, eu serei a pessoa mais triste. Até agora, muita gente me procurou, mas é tudo projeto para daqui a três meses. Eu preciso para ontem”, confessa o presidente do Sapão. “Se esse alguém quiser que eu saia do clube para ele ficar, eu saio, é questão de ser conversado. Depois, vão ficar falando que eu fechei o Mogi, mas não posso deixar aqui tudo que ganhei no futebol. Gosto da cidade, tenho amor pelo Mogi, mas tudo tem limite. O Mogi pode terminar líder e sequer disputar a Série C depois da Copa”, alerta.

Rivaldo ainda reiterou que deixará o clube se até o começo de junho não apareça um interessado em investir na equipe. Ele ainda revelou que tira dinheiro do próprio bolso há seis anos para manter o profissionalismo do futebol do Mogi, e lamentou a possibilidade de ser obrigado a fechar o clube que o projetou.

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