Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Timão elabora forma de pagamento prevendo R$ 200 mi anuais com Arena

Arthur Carvalho, especial para a GE.net São Paulos (SP)

A poucas semanas de ter seu novo estádio à irrestrita disposição, o Corinthians logo começará a colocar em prática a estratégia para pagar sua nova casa. Segundo o diretor de finanças Raul Correa da Silva, o objetivo é usar a própria arrecadação do estádio para amortizar o endividamento contraído em sua construção. Prevendo altas receitas, ele esclarece as etapas que garantem a quitação dos débitos.

“Ela (receita com a Arena) tem tendência de crescimento, mas o estádio é feito dentro de uma estrutura para termos arrecadação mínima ao redor dos R$ 200 milhões por ano”, afirma o diretor, que explica a divisão da receita em três partes.

“O estádio em si deve representar para gente aproximadamente um terço da arrecadação. Outro terço será de camarotes e cadeiras cativas, que serão alugados e vendidos. A terceira parte é a parte de naming rights e de aluguéis de espaços”, esclarece, lembrando que a nova casa alvinegra é capaz de comportar lojas em um shopping, além da possível realização de eventos.

Mas nem todo esse dinheiro será lucrado pelo Corinthians. O clube precisa arcar com a manutenção, além de quitar os empréstimos feitos para conseguir construir o estádio. Só para manter a Arena, o Alvinegro planeja desembolsar R$ 30 milhões anuais. Assim, o diretor de finanças reconhece que o lucro só deve aparecer em larga escala daqui a alguns anos.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Diretor de finanças do Corinthians apresentou nesta quinta-feira o Relatório de Sustentabilidade do ano passado
“Nos primeiros anos não vai sobrar muito dinheiro. Porque você tem os empréstimos. De uma forma ou de outra são R$ 750 milhões de endividamento”, admite. “Você tem a receita, paga os custos de manutenção, as prestações e empréstimos e aí tem uma sobra. Dentro dessa sobra, temos que fazer a economia de algumas prestações, que é a garantia dos credores”, explica Raul Correa, esclarecendo a maneira como o Timão vai se prevenir de atrasar pagamentos por conta de possível período ruim de arrecadação.

Do restante da receita, metade vai para os cofres do Corinthians e a outra metade vira “estoque de parcelas”, que garante ao clube a possibilidade de quitar os empréstimos antes mesmo do prazo previsto.

Nós próximos anos, o Relatório de Sustentabilidade do Corinthians será feito de forma diferente. Contendo custo de manutenção, pagamento de empréstimo e arrecadação, o balanço específico da Arena será divulgado à parte do estudo destinado à valorização da marca e receita de patrocínio.

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