Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Tite explica "período sabático", exalta europeus e recorda Tolima

São Paulos (SP)

Responsável por levar o Corinthians ao seu primeiro título da Copa Libertadores da América, Tite está sem clube desde que deixou o Parque São Jorge, no final de 2013. Em “período sabático”, como define com bom humor sua atual fase, o gaúcho de Caxias do Sul não se afastou por completo das quatro linhas. O ex-treinador alvinegro aproveitou para observar os principais clubes europeus, a quem não poupou elogios, e analisou com pesar o atual contexto dos comandantes de futebol no Brasil.

“Todo profissional precisa se reciclar, confrontar ideias e assistir jogos in loco. Além disso, uma pausa é importante para o lado humano. Preciso dar suporte para minha família e passar mais tempo por eles. A parte mais importante dessas ‘férias’ foi quando voltei para São Brás (região de Caxias do Sul-RS) onde nasci. Neste momento a paz é necessária. A tranquilidade adquirida agora vai me fazer topar uma proposta com mais segurança”, expressou, em entrevista ao SporTV.

Adiante, Tite elogiou a postura tática dos europeus e os colocou em um patamar superior aos esquemas adotados no Brasil: “Antes de tudo, preciso de uma equipe de qualidade. Tive a oportunidade de observar as algumas equipes europeias atuando. Presenciei Barcelona-ESP, Manchester City-ING...e os ingleses me empolgaram bastante. Além do City, que dispõe de jogadores excelentes, vejo uma sequência na aplicação de posicionamento. O Chelsea de hoje, mesmo com a troca de algumas peças, é o mesmo que enfrentou o Corinthians na final do Mundial de 2012. Isso faz toda a diferença”, revelou.

Por fim, o ex-comandante do Timão aproveitou para discorrer sobre o contexto que envolve os técnicos no Brasil: “Aqui tudo é imediato, mas não é possível desenvolver um trabalho de qualidade com menos de um ano de treino e aplicação. Meus melhores desempenhos vieram depois deste intervalo de tempo. Para ter essa constatação, basta lembrar a eliminação para o Tolima-COL na Libertadores (de 2011). O Andrés não me deixou sair e consegui implementar a minha filosofia. Depois, colhemos os frutos”, completou.

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