Futebol/Campeonato Brasileiro - ( - Atualizado )

Valentim elogia Kleina, mas aprova decisão da diretoria palmeirense

Helder Júnior São Paulo (SP)

Comandante interino do Palmeiras, Alberto Valentim ainda não conseguiu conversar com o demitido Gilson Kleina. Chegou a telefonar para o treinador após almoçar na quinta-feira, quando soube da decisão do presidente Paulo Nobre, mas não foi atendido e conformou-se em deixar uma mensagem de texto para se despedir do colega.

Solidário a Kleina, Valentim disse ter aprendido muito com o treinador que não resistiu à derrota por 2 a 1 para o Sampaio Corrêa, pela Copa do Brasil. O interino quer aproveitar as lições do agora ex-palmeirense para fazer o time reagir contra o Goiás a partir das 18h30 (de Brasília) deste sábado, no Pacaembu.

“Em outros clubes, parece que há um alívio quando sai o treinador. Não é o caso aqui. O Gilson era muito querido por todos e vinha fazendo um bom trabalho. Queremos ganhar o jogo deste fim de semana por nós e por ele também”, discursou Valentim, apesar de não reprovar a decisão da diretoria.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Treinador interino avisou que os jogadores não têm tempo para lamentar a troca de comando
Cuidadoso com as palavras, o interino fez o possível para não criar mal-estar com quem quer que fosse. Reconheceu que não deverá ser efetivado como substituto de Gilson Kleina e endossou as justificativas de Paulo Nobre para a troca de comando no Palmeiras.

“Chega uma hora em que, infelizmente, fica um pouco difícil continuar com o técnico. Não quero dizer que o clube deva mudar sempre. Mas talvez outra diretoria já tivesse tirado o Kleina anteriormente por causa de derrotas mais fortes que aconteceram”, declarou Valentim, repetindo as palavras de Nobre.

Nesta sexta-feira, a diretoria se preocupou em ganhar a compreensão também do elenco palmeirense. O gerente de futebol Omar Feitosa, por exemplo, passeou pelos campos da Academia de Futebol e conversou individualmente com diversos jogadores.

“Os atletas entenderam o que aconteceu. Eles sabem que esse tipo de coisa existe no futebol. Agora é preciso virar a página. Sentimos muito a saída do Gilson, mas devemos vencer o Goiás”, pregou Alberto Valentim, já disposto a agradar ao sucessor de Kleina. “Pode ser que a vitória também seja dedicada ao Gilson, que deixou um grande legado. Mas será para nós, em primeiro lugar, e também para o treinador que chegar. Queremos que ele assuma um time em melhor situação.”

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