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Vice são-paulino pede união dos clubes por cotas de TV maiores

São Paulo (SP)

Em meio à discussão pública entre os mandatários de Palmeiras e São Paulo por conta da saída de Alan Kardec para o Morumbi, o vice-presidente de futebol são-paulino saiu em defesa de uma união entre os clubes brasileiros. Para Ataíde Gil Guerreiro, a luta deveria ser por melhores quantias financeiras de cotas de televisão.

"Amanhã, o Palmeiras vai tirar jogador do São Paulo, e não vai haver necessidade de fazer essa confusão toda. Os clubes precisam esquecer isso de contratação de um jogador ou outro e fazer uma união, lutar para que o futebol seja respeitado", disse o dirigente, durante participação no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, neste domingo.

"Corinthians e Flamengo ganham R$ 170 milhões cada (da emissora detentora dos direitos de transmissão). O São Paulo ganha R$ 110 milhões. Palmeiras e Vasco ganham R$ 80 milhões. Se Corinthians e Flamengo forem bem administrados, não vai sobrar nada para os outros clubes", argumentou o ex-executivo do Clube dos 13, órgão criado na década de 1980 e que reunia os considerados principais clubes brasileiros.

Apesar de querer se afastar da polêmica entre seu presidente, Carlos Miguel Aidar, e o palmeirense Paulo Nobre, Ataíde não se furtou de cutucar o mandatário adversário, que falou da relação ruim entre os clubes "desde os anos 40", lembrando uma suposta "tentativa de roubo do Palestra Itália" por parte dos são-paulinos.

"O Paulo Nobre merece todo o meu respeito, mas quis mexer em um fato histórico que não tem nada a ver, a respeito do estádio. O estádio deles foi cedido pela Antarctica, empresa em que eu trabalhei", rebateu o vice de futebol são-paulino, referindo-se ao Parque Antarctica, antigo nome do Palestra Itália, que passará a se chamar Allianz Parque após a reforma.

Alheio a isso tudo, Alan Kardec espera a rescisão de seu contrato de empréstimo com o Palmeiras, válido até 30 de junho. O atacante, que pertence ao Benfica, será comprado pelo São Paulo pelo valor de 4,5 milhões de euros (quase R$ 14 milhões), contudo só poderá se transferir oficialmente em julho, quando for reaberta a janela de transferências internacional.

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