Futebol/Copa 2014 - ( - Atualizado )

À espera de novo contrato, técnico do Equador valoriza campanha

Tossiro Neto, enviado especial Rio de Janeiro (RJ)

Desde agosto de 2010 no comando da seleção do Equador, o colombiano Reinaldo Rueda viu seu contrato se encerrar no fim da tarde desta quarta-feira, após o empate por 0 a 0 com a França, que impediu a classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo. Ao final da partida, ele se mostrou orgulhoso pelo trabalho realizado e deu a entender que gostaria de permanecer à frente da equipe.

"Isso foi estabelecido há quatro anos e, agora, cabe à Federação (Equatoriana de Futebol) fazer a avaliação e tomar as decisões para o futuro, pois acho que fizemos um excelente trabalho", disse o treinador, ao citar o goleiro Alexander Domínguez, eleito o melhor do jogo no Maracanã, como exemplo. "Quando cheguei, ele não existia na seleção. Foi feita uma renovação, e acredito que esse é o maior patrimônio para a seleção para os próximos quatro, oito anos".

Domínguez, goleiro de 27 anos que atua na LDU, teve uma boa atuação e foi decisivo para assegurar o empate desta quarta-feira, principalmente depois de o volante Antonio Valencia ter sido expulso e deixado o Equador com um jogador a menos em grande parte do segundo tempo. O problema é que o 0 a 0 não foi suficiente para assegurar a vaga na próxima fase, uma vez que a Suíça venceu Honduras por 3 a 0 e ficou com a segunda colocação.

Fernando Dantas/Gazeta Press
"Foi feita uma renovação. Esse é o maior patrimônio para a seleção", disse Rueda sobre Domínguez

"Era a Suíça ou nós", observou Rueda, que lamentou a virada por 2 a 1 sofrida para os europeus na estreia da competição. "Nos faltou um melhor nível para conseguir somar mais pontos naquele jogo. Sabíamos que iríamos enfrentar um time bem organizado, experiente, mas esse foi o grande ponto de quebra. Infelizmente, não tivemos eficiência nas poucas oportunidades que tivemos naquele jogo".

Na opinião do colombiano, o "melhor nível" poderia ter sido atingido com um tempo maior de preparação. "Muitos jogadores não tiveram muito sucesso no último semestre em seus clubes. Não foi possível, com o tempo que tivemos, alcançar a melhor condição dos atletas, por mais que tenham feito grande esforço. Acredito que ficou um déficit. Jogos de Copa são fechados, com poucas opções de gol, e essas chances têm que ser concretizadas. Não conseguimos", argumentou.

Essa foi a terceira participação do Equador em Mundiais. Depois da estreia, em 2002, a equipe sul-americana havia disputado o torneio também em 2006, quando chegou às oitavas de final. Desta edição, ela se despede com quatro pontos ganhos, três deles conquistados na vitória por 2 a 1 sobre Honduras, a lanterna da chave.