Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Bandeira de Mello encontrará quadro caótico em sua volta ao Flamengo

Gazeta Press Rio de Janeiro (RJ)

O presidente Eduardo Bandeira de Mello retorna ao Brasil nesta sexta-feira, depois de um longo período na Europa. Quando sentar em sua cadeira de presidente do Flamengo vai perceber um quadro caótico e terá a missão de solucionar problemas, abafar uma grave crise no departamento de futebol e tentar não ceder a muitas pressões feitas por conselheiros e ex-presidentes. Sua primeira missão, inclusive, será indicar o novo vice-presidente de futebol, cargo visado na Gávea e que ficou vago com a saída de Wallim Vasconcellos.

Nos bastidores do clube alguns conselheiros de peso inclusive estão se reunindo para tratar da crise do clube e pressionar Bandeira a tomar decisões que eles consideram corretas. Um grupo que conta com os ex-presidentes Márcio Braga e Hélio Ferraz e com fortes conselheiros, como Bernardo Amaral, Flávio Godinho, Rodrigo Dunshee de Abranches, Sergio Veiga Brito e Lysias Itapicurú se reuniu na terça-feira para preparar um documento e apresentar a Bandeira de Mello.

A movimentação deste grupo é uma resposta clara a outro movimento político que já vem se formando na Gávea e que tem tido influência no departamento de futebol. Trata-se de um grupo liderado pelo ex-presidente Kléber Leite e pelo vice-presidente de relações externas do clube, Plínio Serpa Pinto, um dos nomes mais cotados para a vaga de Wallim, embora este mesmo tenha pedido a Bandeira que não colocasse Plínio na pasta, o que caracterizaria uma derrota pessoal do então vice-presidente de futebol.

Outra corrente do clube, que conta inclusive com a base de sustentação política de Bandeira de Mello, vê o crescimento do vice-presidente de Marketing Luiz Eduardo Baptista, o Bap, que também estaria cotado para acumular a vice-presidência de futebol. Junte-se a esse cenário constantes críticas que a administração vem recebendo de outras lideranças da oposição, como Leonardo Ribeiro, o Capitão Léo, figura influente na gestão de Patrícia Amorim.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Presidente do Flamengo está em férias e terá problemas para resolver quando voltar ao Flamengo

Qualquer que seja a escolha de Bandeira de Mello para a vice-presidência de futebol vai gerar a insatisfação de muitos e aparar essas arestas é algo que o presidente vai precisar fazer. Uma vez tido sucesso nesta missão caberá a ele dar "governabilidade" a Felipe Ximenes, diretor de futebol. Isso porque o dirigente passou a contar com a antipatia de parte do elenco após vazar na emissora "ESPN" uma bronca que deu nos jogadores após a derrota de 3 a 0 para o Cruzeiro, domingo passado, em Uberlândia (MG). O resultado deixou o Flamengo na penúltima colocação do Campeonato Brasileiro e tornou a Gávea um caldeirão pronto para explodir.

Além das missões anteriores, o presidente ainda vai ter que encontrar tempo para buscar dinheiro para a contratação de reforços, já que o grupo é considerado de baixa qualidade técnica e precisa da chegada de algumas peças importantes para melhorar. Felipe Ximenes inclusive está mapeando o mercado em busca de soluções, com a ajuda do técnico Ney Franco.

Eles ainda tratam da possível saída de alguns medalhões que não estariam nos planos da comissão técnica, como o goleiro Felipe, que perdeu a posição de titular nos últimos jogos do Brasileirão, e o lateral esquerdo André Santos, que vem sendo muito criticado inclusive pelos torcedores por conta de atuações ruins.

Resta saber se Eduardo Bandeira de Mello vai conseguir cumprir todas essas tarefas antes do dia 16 de junho, quando o elenco se reapresenta e começa a preparação para a sequência do Campeonato Brasileiro.

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