Futebol/Copa do Mundo - ( - Atualizado )

Bandeira em guindastes no estádio isola protesto em hotel da Seleção

William Correia, enviado especial Goiânia (GO)

Nas horas anteriores ao amistoso entre Brasil e Panamá, Goiânia, ausente da Copa do Mundo, teve quase tudo que a Fifa gostaria de ver no Mundial deste ano. A exceção foi um pequeno protesto em frente ao hotel da Seleção, bem menor do que se prevê em cidades-sede do torneio. Pintado de verde e amarelo, o Serra Dourada fez a sua parte expondo uma larga bandeira que até minimiza suas precárias condições.

Quem se aproxima do estádio, antes de encarar todas as estruturas improvisadas para receber a Seleção, logo enxerga uma gigantesca bandeira erguida por dois guindastes em frente à larga área de estacionamento localizada em uma das entradas da arena. Carros com as cores do País reforçam o animado ambiente receptivo aos comandados de Luiz Felipe Scolari.

Cerca de 50 torcedores, contudo, tentaram se aproximar mais dos jogadores para protestar. Na manhã desta terça-feira, manifestantes que se denominavam membros do Sindicato dos Técnicos Administrativos das Universidades Federais, que está em greve, e de partidos políticos queriam “acordar a Seleção”.

Entre os cartazes, um prometia que “não vai ter Copa”. As cobranças eram por saúde, educação e moradias populares. Houve um princípio de confusão quando policiais pediram para que o protesto seguisse em outra via da avenida e um dos participantes chegou a ser detido, mas logo foi libertado.

Foi um raro momento no qual a delegação se deparou com protesto em Goiânia. O Serra Dourada deve estar lotado para o primeiro amistoso desde a reunião dos 23 convocados para a Copa do Mundo e torcedores fazem barulho desde que os portões foram abertos, cerca de 13h30, com buzinas e gritaria.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Guindastes sustentam bandeira do Brasil no Estádio Serra Dourada, em Goiânia, antes de amistoso

A expectativa de ver a Seleção em campo é tanta que bastou o sistema de irrigação do gramado ser acionado para gerar vibração em quem está nas arquibancadas. Os goleiros Júlio César, Victor e Jefferson, por sua vez, foram motivo de festa e aumentaram a alegria ao chutarem bolas par a torcida.

Até o Panamá foi bem recebido. Embora tenham ouvido vaias ao saírem dos vestiários, os jogadores que enfrentarão o Brasil chutaram uma série de bolas colocadas na linha lateral mais próxima dos bancos de reservas aos torcedores, que logo aplaudiram ou usaram as mãos para garantir o presente. Os atletas brasileiros, obviamente já festejados, fizeram o mesmo quando foram a campo se aquecer.

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