Futebol Internacional/Copa do Mundo - ( - Atualizado )

Cafu mostra preocupação com ‘Neymar-dependência’ da Seleção

Demetrius Larocca Lima, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

Dono de dois títulos mundiais pela Seleção Brasileira, Cafu está otimista com o desempenho do Brasil na Copa do Mundo de 2014. Entretanto, o ex-capitão também tem suas ressalvas. Para ele, a equipe de Luiz Felipe Scolari não possui, além de Neymar, outros jogadores que podem fazer a diferença no ataque em momentos mais complicados.

“Em 2002 tínhamos vários que eram capazes de resolver. Tinha o Rivaldo, o Ronaldo, o Cafu, o Roberto Carlos, o Marcão, o Gilberto Silva, entre outros. A responsabilidade era dividida. Se o Rivaldo tivesse mal, o Ronaldo resolvia. Se o Ronaldo tivesse mal, o Roberto Carlos resolvia em uma falta, cruzamento, o Edmílson e o Lúcio na área em uma bola parada. Hoje é difícil. Temos apenas uma referência de craque. Em 1998, o Ronaldo tinha 21 anos e naquela época tinha muita gente que podia resolver o jogo a qualquer momento. Mesmo assim perdemos”, analisou.

Na opinião do capitão do penta, entretanto, a pressão sobre Neymar é natural e, mesmo com apenas 22 anos, o atacante do Barcelona está pronto para assumir a responsabilidade. “É óbvio que o Neymar vai ser cobrado, porque ele é um craque, todo craque é cobrado. Não posso cobrar outro jogador da mesma maneira que é com Neymar. É a referência, maior ídolo, uma esperança do futebol brasileiro”, disse.

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Para Cafu, desempenho de Neymar na Copa do Mundo será fundamental para a busca pelo hexa (Foto: Jonne Roriz/Divulgação)

Apesar da preocupação em relação ao restante do elenco brasileiro, Cafu não acha que a Copa estará perdida pelo Brasil caso Neymar não tenha o desempenho esperado.

“Todos eles podem assumir essa responsabilidade, mas não como um Neymar. Tem que se desdobrar dentro de campo para suprir a falta dele, caso isso eventualmente aconteça. A pressão sobre o Neymar é normal, é um craque. Agora, precisa ver até onde ele suporta. Isso tudo vai depender de resultados. Se os resultados fluírem, não vai existir pressão”, comentou.

Treinos – Presente na Copa de 2006, quando a maior parte da imprensa criticou os treinamentos totalmente abertos ao público em Weggis, na Suíça, Cafu minimizou a questão. Para o ex-jogador, o equilíbrio pretendido pela Seleção na Granja Comary nos últimos dias entre o clima de festa de 2006 e a blindagem de Dunga de 2010, não fará diferença no resultado final obtido pelo Brasil.

“Não existe uma fórmula exata para isso. Falaram que o Dunga ficou muito fechado, a Seleção não venceu. O Parreira abriu demais, também não venceu. Então não há uma química certa”, opinou.

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