Futebol/Copa 2014 - ( - Atualizado )

Capello lamenta derrota e discorda de torcedores: "Foi um belo jogo"

Tossiro Neto, enviado especial Rio de Janeiro (RJ)

O técnico da Rússia, Fabio Capello, não concordou com a opinião dos brasileiros que, em tom de brincadeira, gritaram “ão, ão, ão, segunda divisão” durante o segundo tempo da partida deste domingo, vencida por 1 a 0 pela Bélgica com gol aos 42 minutos do segundo tempo. Para ele, as duas equipes fizeram um duelo muito bom no Maracanã.

"Na minha opinião, foi um jogo excelente. Jogamos muito bem, com excelente intensidade. E devido à essa intensidade, erramos, tanto nós quanto nossos adversários. Acho que é uma opinião que deve ser aceita, como qualquer opinião, mas a minha foi de que o jogo foi muito intenso e muito interessante", disse.

De fato, a gozação foi exagerada e não retrata fielmente o que foi a partida, mas ajuda a resumir parte dela, sim. Depois de um primeiro tempo com algumas chances para os dois lados, em especial para os belgas, a segunda metade do confronto foi arrastada e motivou vaias. Até para Dries Mertens, atacante da Bélgica que teve uma ótima atuação até o intervalo e foi substituído no segundo tempo.

"Vergonha, vergonha, time sem vergonha", gritou a torcida brasileira, mais tarde, apropriando-se de novo de um canto habitual do futebol nacional. O curioso é que foi depois disso que a Bélgica cresceu de produção, nos minutos finais, e chegou ao gol. Hazard avançou até a linha de fundo e atrasou para Origi desviar de primeira e estufar a rede rival.

A derrota deixa a Rússia em situação muito complicada, com apenas um ponto e refém de resultados alheios para se classificar para as oitavas de final da Copa do Mundo. Apesar do tropeço, Capello jurou ter saído contente com o desempenho de seus atletas.

"Sinceramente, estou muito feliz com o desempenho do time. O resultado não é justo, mas a verdade é que perdemos. Tivemos oportunidades de ganhar. Foi um belo jogo, onde ambos os times tentaram ganhar. Infelizmente, a Bélgica conseguiu ganhar", disse, em análise bastante diferente da que fez Marc Wilmots, treinador belga.

"Foi um jogo muito intenso, do ponto de vista físico. No final, os jogadores estavam transpirando muito, estava muito quente. Não foi o melhor futebol do mundo, mas os jogadores estavam comprometidos", opinou o lado vitorioso.

AFP
Cabisbaixo, o italiano Capello não concordou com a insatisfação das arquibancadas: "Foi um belo jogo"