Futebol/Copa 2014 - ( )

Confiante, Seleção deixa para falar de Holanda e Chile após vaga

Tossiro Neto Teresópolis (RJ)

A Seleção Brasileira ainda luta pela classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo, mas poucos são os que a imaginam eliminada na próxima segunda-feira, já que, dependendo do outro jogo, ela pode avançar até sendo derrotada por Camarões. Mesmo assim, até lá não se falará de Holanda ou Chile, times classificados no grupo B.

“Vou ser bem sincero. Não gostaria de responder (sobre quem seria melhor enfrentar na próxima fase), porque ainda temos um jogo que decide nossa classificação. Seria até desrespeitoso em relação a Camarões. Se eu tiver oportunidade, vou falar, se Deus quiser, depois da classificação”, disse o goleiro Júlio César, na quinta-feira, quando o grupo se reapresentou, dois dias depois do empate com o México.

Neste momento, o Brasil lidera sua chave graças a um gol a mais de saldo do que os mexicanos, que somam os mesmos quatro pontos. Como seu jogo começará duas horas depois da disputa pelo primeiro lugar da outra chave, o time treinado por Luiz Felipe Scolari entrará em campo ciente de qual adversário cada resultado determinaria. Mas o único resultado pretendido, segundo Júlio César, é a vitória.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Júlio César externou confiança na classificação, mas foi cauteloso ao não se considerar já dono de uma vaga
“Toda seleção pensa em fazer o melhor. Temos essas condições e não pensamos em fugir de A, B ou C, porque isso não nos interessa. Passar em primeiro te traz mais confiança. Isso é o mais importante”, justificou o jogador de 34 anos, em sua terceira Copa do Mundo, a primeira em que não se garantiu de forma antecipada nas oitavas de final.

“É bom se classificar antes, te traz tranquilidade. A gente não está em uma posição muito confortável, mas é uma posição boa, que a gente pode administrar bem e se classificar em primeiro”, minimizou Júlio César, ao destacar ainda a força das demais equipes da chave.

“Saberíamos que não seria um grupo fácil. É um grupo complicado. Acho que, de certa maneira, isso foi ótimo, porque a gente já entra naquele clima de Copa, de sentir a dificuldade. Encarar o México, uma seleção que também está sempre chegando, é maravilhoso. Particularmente, prefiro encarar dificuldades como essas para estar concentrado desde o começo, o que é muito importante em uma competição de curto prazo”, argumentou.