Futebol/Copa 2014 - ( - Atualizado )

Copa deixa Scolari instável e ansioso: “Que comece logo a confusão”

William Correia, enviado especial Goiânia (GO)

Comandar a Seleção em uma Copa do Mundo no Brasil mexe, inclusive, com quem é experiente e já conquistou esse título há 12 anos. Luiz Felipe Scolari vai além dos gestos para demonstrar ansiedade e revelar instabilidade emocional enquanto não chega a estreia do Brasil. Se pudesse, o técnico buscaria alívio encurtando a distância de dez dias até o jogo contra a Croácia.

“Está na hora de começar essa confusão, pelo amor de Deus”, desabafou, bufando e fechando os olhos como sempre. “Senão fica aquela espera para ver se vai dar certo ou errado, passam os dias... Está na hora de começar, vai ou racha e acabou. É o que vivo nesse momento.”

A entrevista coletiva desta segunda-feira, véspera do amistoso contra o Panamá, foi uma prova da mudança de humor de Felipão. O técnico mostrou irritação ao lembrar o coletivo de domingo, na Granja Comary, sorriu ao ouvir a aguda voz de uma repórter japonesa que acompanha a Seleção e interagiu com os jornalistas ao mesmo tempo em que derrubou um copo na mesa, interrompeu sua fala achando que havia um problema com os cinegrafistas e esbravejou ao ser atrapalhado por um helicóptero que sobrevoava o Serra Dourada.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Felipão não vê a hora de voltar a comandar a Seleção Brasileira em uma partida de Copa do Mundo
O treinador também se confundiu ao tentar lembrar seu primeiro jogo como técnico na Seleção realizado no Brasil. Cansou de buscar a resposta e, mesmo pouco entendendo o que Flávio Murtosa lhe falava a uma curta distância, disse que acreditava na memória de seu auxiliar.

Scolari está tão apegado à Seleção que revelou não fazer ideia do nome que será dado ao seu neto, que está para nascer. É o retrato dos dias que antecedem uma das tarefas de maior pressão para um dos treinadores com mais títulos no currículo da história do futebol brasileiro.

“Tem dias em que estou supertranquilo, bem à vontade, sem me preocupar com jogo nenhum, achando que será tudo bem correto, como planejei. Mas tem dia que penso que pode dar errado e não durmo, remói lá dentro e vou buscar a solução, que é a única coisa a fazer. Não vou garantir que será tudo normal. Depende do andamento dos treinos e jogos para ter mais tranquilidade ou não”, imaginou.

Falando de forma objetiva e lógica, Felipão, claro, vê que o time não estaria do jeito que ele deseja hoje para enfrentar a Croácia. “Mas, no meu íntimo, se o dia 12 fosse hoje e estivemos com as condições que espero estar até lá, eu queria que começasse logo”, reforçou, como quem busca um alívio que ainda não chegou.

Publicidade

Publicidade


PublicidadePublicidade


Publicidade


Publicidade