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Copa volta a ter anfitrião favorito e não deve consagrar campeão inédito

São Paulo (SP)

A África do Sul recebeu a Copa do Mundo em 2010 com festa, mas ciente de que não brigava pelo título da competição mais importante do futebol. Após a última edição, a primeira no continente africano, o evento volta a ter um anfitrião como um de seus principais favoritos. Maior vencedor, com cinco conquistas, o Brasil chega como um dos times a serem batidos, principalmente pelo que foi apresentado na Copa das Confederações, não só dentro de campo, mas também nas arquibancadas.

A edição de 2010 também trouxe outra peculiaridade. O título, mesmo com sete campeões participantes, foi decidido por duas seleções que poderiam chegar à façanha pela primeira vez. O fenômeno provocado por Holanda e Espanha na ocasião, porém, não deve ocorrer novamente. Na terra de um pentacampeão, a conquista da Copa do Mundo não deve fugir das oito seleções que já conquistaram este feito.

Ao lado do time comandado por Luiz Felipe Scolari, que tem Neymar como o principal jogador, Espanha, Alemanha e Argentina também aparecem como as mais cotadas para o título. Mesmo com a derrota por 3 a 0 na final da Copa das Confederações, os atuais campeões contam com a manutenção da base de 2010 para repetir o feito de Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962), além de ser um time montado com estrelas das potências Barcelona e Real Madrid.

AFP
Neymar e Felipão tentam usar o embalo da Copa das Confederações para ter a torcida como diferencial
A vizinha Argentina não aposta no futebol coletivo, mas no talento de Lionel Messi. O camisa 10, comparado pelos seus compatriotas a Diego Maradona, ainda deve uma boa sequência com a camisa ‘alviceleste’. Já a quarta favorita ao título segue a linha espanhola, pois também apresenta um elenco forte em todos os setores. Depois de bater na trave nas últimas três edições, até mesmo quando atuou em sua casa, a Alemanha montou uma invejável estrutura para focar nesta conquista.

Campeã em 2006, quando chegou ao tetra, a Itália mais uma vez não aparece entre as mais badaladas, mas é justamente este fator que coloca a equipe liderada pelo goleiro Buffon como um perigoso candidato ao título. Ainda no hall de campeões, a Inglaterra aparece com menos força, já que a sua renovada delegação não aspira confiança. Por outro lado, os outros dois restantes deste seleto contam com o histórico a seu favor.

Wander Roberto/Gazeta Press
Último capitão a levantar a taça, o goleiro Casillas chega ao Brasil para defender o título de 2010
‘Pedra no sapato’ do Brasil, a França quer manter esta tradição em 2014, apesar de ter perdido o seu principal astro para a Copa. Com dores nas costas, Franck Ribéry foi cortado às vésperas do Mundial. Para completar a lista, o Uruguai também conta com acontecimentos antigos para sonhar com o título. A ‘Celeste Olímpica’ já surpreendeu o país do futebol em 1950, quando derrotou o time da casa em um Maracanã com 200 mil pessoas – o mesmo palco da final deste ano.

Aqueles que ainda não conquistarem o título não devem desencantar desta vez, mas alguns destes times prometem fazer uma boa campanha. Depois de chegar à final na África do Sul, a Holanda tem uma equipe inferior àquela que fez a decisão contra a Espanha, mas ainda assim não pode ser deixada de lado. Ainda na Europa, Portugal desembarca no Brasil com Cristiano Ronaldo na delegação, eleito o melhor jogador do mundo em 2013.

As maiores surpresas, no entanto, devem ser seleções que raras vezes estiveram no hall das equipes mais fortes para a Copa do Mundo. Comandada por Hazard, Lukaku, Courtois, a seleção da Bélgica é considerada a mais talentosa da história do futebol do país. Já a Colômbia, após uma boa campanha nas Eliminatórias, perdeu seu astro Falcao García, mas também pode fazer uma boa apresentação. Assim como o Chile, de Alexis Sánchez e Arturo Vidal, que tem a qualidade de sua delegação refletida na empolgação da torcida ‘roja’.

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