Futebol/Copa do Mundo - ( - Atualizado )

De malas prontas para os EUA, Villa diz adeus à Roja, mas pode voltar

Do correspondente Luiz Felipe Fagundes Curitiba (PR)

Eleito o homem do jogo em sua provável despedida da seleção espanhola, o atacante David Villa mostrou categoria ao abrir o placar diante da Austrália com um belo gol de letra, além de muita movimentação enquanto esteve em campo, comandando a vitória por 3 a 0 na despedida da Copa do Mundo 2014, na Arena da Baixada. Se seria diferente com sua presença em campo diante de Chile e Holanda, jamais se saberá, mas o atacante é um dos poucos que voltarão para casa como sentimento de dever cumprido.

“Para mim sempre é um prazer jogar pela seleção espanhola, desde o primeiro dia. Depois das duas primeiras partidas, com os rivais sendo superiores, tínhamos que nos despedir com uma boa apresentação, vencendo”, afirmou o jogador, aliviado com o resultado positivo que deixou a campanha ruim menos manchada. “Claro que estamos saindo tristes. Acreditávamos que ficaríamos um pouco mais. Mas conseguimos limpar nossa barra”, ponderou.

De malas prontas para defender o New York City FC, o atacante confirmou que sua história com a Roja termina. Para sempre? Quem sabe. “Sempre disse que gostaria de jogar na seleção porque sempre sonhei com isso desde que me conheço por gente. Mas sei que não será mais possível. Decidi ir para MLS, ficarei um tempo sem jogar. Mas, acaba aqui. Daqui uns seis meses, se o técnico quiser que eu volte, tudo bem. Mas sei que fica difícil”, avaliou.

AFP
David Villa foi autor de um dos gols da vitória da Espanha sobre a Austrália
Emocionado após ser substituído, com lágrima nos olhos, Villa deixa além da imagem números impressionantes. São 59 gols em 97 apresentações com a seleção, nove deles em Copas. Uma marca que orgulha, mas que espera ser batida por um objetivo maior. “Espero que em poucos anos. Será muito bom para a seleção. Mesmo que eu faça parte ou não, sempre vou desejar o melhor. Tive a sorte e o privilégio de estar aqui. Se alguém me superar, sentirei orgulho. Estarei sempre na história da seleção”, concluiu.