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Depois de revés, técnico da Inglaterra avisa que não pedirá demissão

São Paulo (SP)

Se depender de Roy Hodgson, o cargo de técnico da Inglaterra ficará ocupado até a disputa da próxima Eurocopa, em 2016, na França, quando o vínculo de seu contrato se encerra. Logo após o revés por 2 a 1 para o Uruguai, que praticamente eliminou a equipe da Copa do Mundo, o treinador adiantou que não pedirá para sair.

“Não tenho nenhuma intenção de me demitir. Estou um pouco desapontado com os resultados, mas, é claro, não sinto a necessidade de sair. Estou muito feliz com o modo como os jogadores responderam ao trabalho que tentei realizar”, disse Hodgson na coletiva de imprensa logo após a partida, ainda na Arena Corinthians.

O comandante, no entanto, reconhece que a decisão sobre sua permanência à frente da Inglaterra não depende apenas de si. “Em contrapartida, se a Federação Inglesa achar que não sou o homem certo para este emprego, não tenho o que fazer. Será decisão deles, e não minha”, explicou o técnico inglês.

Caso a eliminação da Inglaterra na primeira fase da Copa se concretize, no entanto, dificilmente Hodgson continuará no cargo. Nos últimos 24 anos, a Federação Inglesa teve 11 treinadores diferentes, sendo que o único deles a seguir no comando até a Eurocopa seguinte mesmo com a eliminação no Mundial foi Sven-Goran Erikson, que destoou dos demais ao permanecer na equipe ao longo de seis anos, entre 2001 e 2006.

AFP
Mesmo com provável eliminação, Roy Hodgson não quer deixar o cargo de técnico da Inglaterra

Para a Inglaterra se classificar, será preciso que o duelo entre Itália e Costa Rica seja vencido pelos italianos, e que na próxima rodada o English Team goleie a Costa Rica, conseguindo um bom saldo de gols e também torcendo para que o Uruguai não pontue diante da Itália.