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Diretoria do Fla teme postura de torcedores em "reunião" com atletas

Gazeta Press Rio de Janeiro (RJ)

A péssima campanha do Flamengo no Campeonato Brasileiro tem deixado a torcida muito insatisfeita. Na noite de segunda-feira um grupo de torcedores teve uma conversa com o presidente Eduardo Bandeira de Mello, que retornou naquele dia ao trabalho após viagem de férias. Várias exigências foram feitas, como a contratação de reforços de peso e a redução do preço dos ingressos em partidas realizadas no Rio de Janeiro. Porém, a maior preocupação foi no pedido de uma reunião com o elenco na próxima semana, quando os jogadores retornam ao trabalho.

A diretoria do Flamengo teme que essa reunião possa acabar gerando cenas de violência. Nas redes sociais a revolta é muito grande em comunidades ligadas ao clube. Além disso, os muros da Gávea foram pichados algumas vezes desde que o time começou a figurar na zona de rebaixamento do Brasileirão. O Rubro-Negro é o penúltimo colocado, à frente apenas do Figueirense. Junta-se a isso a revolta pela eliminação precoce na Copa Libertadores.

Para que os ânimos dos torcedores não fiquem ainda mais quentes, a diretoria tem evitado dar declarações sobre a revolta dos torcedores, deixando claro que vai aceitar, porém, somente ações pacíficas. Porém, já foi decidio entre Bandeira de Mello e Felipe Ximenes, diretor executivo do departamento de futebol, que o elenco ficará uma semana fora do Rio de Janeiro. A ideia é evitar o contato direto com os torcedores e acalmar a situação.

Portanto, o elenco se reapresenta na segunda-feira, treina na Gávea e depois os jogadores viajam, na parte da noite, para Atibaia, no interior de São Paulo. Lá o grupo fica, a princípio, até 23 de junho, portanto uma semana. Porém, esse prazo poderá ser ampliado caso exista necessidade.

Assim a diretoria ganha mais uma semana para definir alguns assuntos que considera importante, como a contratação de alguns reforços que possam acalmar os ânimos dos torcedores. Porém, como a dificuldade financeira é muito grande, dificilmente nomes de peso serão contratados. Algumas opções ventiladas, como o atacante Robinho, que está de saída do Milan, foram descartadas justamente por conta dos salários.

Além de ganhar tempo com a possível contratação de reforços, a diretoria espera que com a Copa do Mundo ganhando ainda mais força os torcedores deixem de lado os protestos e se concentrem mais em apoiar a Seleção Brasileira.

Ainda no aspecto político, Bandeira de Mello ainda não definiu o nome do próximo vice-presidente de futebol. O dirigente vem ganhando tempo para tentar apaziguar a disputa política nos bastidores da Gávea. Alguns ex-presidentes de peso estão de lados opostos e dependendo o nome escolhido, o clube pode sofrer ainda mais turbulências.

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