Futebol/Copa 2014 - ( )

Espanha precisará golear para evitar pior campanha da história

Rio de Janeiro (SP)

É significativa a eliminação precoce da Espanha na segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, sacramentada na quarta-feira com a derrota por 2 a 0 para o Chile, no Maracanã. Trata-se, até aqui, da pior campanha da equipe na história da competição, o que só poderá ser revertido com uma goleada na despedida.

Os piores desempenhos do time europeu em 13 participações anteriores foram em 1962, no Chile, e 1996, na Inglaterra. Nas duas ocasiões, venceu uma só partida entre três disputadas e teve saldo de um gol negativo. Em 1978 e 1998, anos em que também caiu na primeira fase, somou uma vitória, um empate e uma derrota, número que já não é mais possível alcançar.

Neste momento, o time treinado por Vicente del Bosque, goleado por 5 a 1 pela Holanda e derrotado por 2 a 0 pelo Chile, tem saldo negativo de seis gols. Logo, precisará vencer a Austrália (na próxima segunda-feira, em Curitiba) por seis gols de diferença para superar as duas piores campanhas espanholas na história.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Campeão em 2010, Vicente del Bosque poderá ser também o técnico da pior campanha na história
Tudo isso, apenas quatro anos depois de a Espanha ter sido campeã mundial pela primeira vez. Antes de 2010, o melhor resultado havia sido na Copa de 1950, a primeira disputada no Brasil, quando ficou em quarto lugar no quadrangular final. Daí até a edição realizada na África do Sul, o limite foi as quartas de final, em três oportunidades (1986, 1990 e 2002).

A queda precoce levantou questionamentos a respeito da geração campeã e de Del Bosque. Entretanto, alguns jogadores, como Sergio Ramos, saíram em defesa do treinador. "Ele merece todo nosso respeito. Estaremos com ele no que quer que decida", falou o zagueiro, um dos poucos espanhóis que pararam para conversar com a imprensa após a derrota de quarta-feira.

O próprio comandante se defendeu. "É óbvio que quando acontece algo negativo em um torneio tão importante, há consequências. Mas não gostaria de entrar nessa análise, porque ainda temos muito tempo pela frente. O mais importante é que esta federação está bem consolidada e teremos tempo para fazer as coisas que achamos que seja o melhor para a Espanha", comentou.