Futebol/Copa 2014 - ( )

Ex-vizinho de Pelé, croata prevê também final contra o Brasil

Tossiro Neto Rio de Janeiro (RJ)

O engenheiro de software Mario Griffith, de 57 anos, é um dos fanáticos crotas que já estão no Brasil para assistir à partida de sua seleção contra a equipe anfitriã, na abertura da Copa do Mundo, em 12 de junho. O primeiro de dois jogos entre os países, ele aposta, confiante.

Na sexta-feira, acompanhado de três amigos - todos trajados com a tradicional camisa croata, quadriculada em vermelho e branco -, ele esteve no Rio de Janeiro para conhecer o Maracanã. "Mas a Croácia vai jogar em São Paulo", observei. "Não, a Croácia vai jogar aqui na final. Vamos jogar duas vezes contra o Brasil. Na abertura e no encerramento", sorriu o torcedor, que é natural de Rijeka e reside em Munique.

O grupo chega à capital paulista nesta segunda-feira. Antes disso, reservou o fim de semana para visitar as cidades de Paraty e Santos. Santos? "Ele foi vizinho do Pelé", revelaram os amigos Stjepan, Drazen e Marjeta. "Quando eu era garotinho, com dois anos de idade, vim da Argentina, com minha mãe e meu pai, para morar lá. Na época, o Pelé já era muito famoso, uma grande estrela do Santos", contou Griffith.

De fato, em 1959, Pelé já era uma estrela. Um ano antes, aos 17, além de ter sido campeão paulista, aquele que viria a ser apelidado de "Rei do Futebol" já havia ajudado o Brasil a vencer seu primeiro Mundial, na Suécia. "Meu pai o conheceu", lembra o engenheiro croata, orgulhoso, mas com poucas recordações da época. "Eu não lembro exatamente se morávamos no mesmo prédio, só me lembro que era bem perto. Foram quatro anos. Infelizmente, nem aprendi a falar português", lamenta.

Fernando Dantas/Gazeta Press
O croata Mario Griffith, de 57 anos, morou em Santos no final da década de 1950 e está de volta ao Brasil
Se não bastou para aprender o idioma, a breve passagem pela cidade criou uma simpatia pelo time que revelou Pelé e o mais novo astro da Seleção Brasileira, Neymar. "Aqui, gosto do Santos. Na Europa, sou Bayern (de Munique). E, na Croácia, torço pelo Dínamo (de Zagreb)", elenca o internacional torcedor, às vésperas da quarta participação de sua seleção em Copas.

Em três edições disputadas desde a separação da Iugoslávia (1998, 2002 e 2006), a Croácia jamais chegou à final. A melhor campanha foi justamente no ano de estreia, quando caiu na semifinal para a França, país que sediava o torneio, e venceu a Holanda, na disputa do terceiro lugar. Não classificado para 2010, o time europeu agora tenta, ao menos, passar da fase de grupos pela segunda vez na história.

"Vamos estrear empatando com o Brasil por 1 a 1. Na final, vai ser 2 a 1 para a gente", sonha um dos amigos do ex-vizinho de Pelé, Stjepan Jandvic. Além da equipe verde-amarela, a Croácia terá como adversários Camarões (em Manaus, em 18 de junho) e México (no Recife, no dia 23).

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