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Felipão quer que outros apareçam quando Neymar estiver bem marcado

Marcos Guedes e William Correia São Paulo (SP)

Neymar não conseguiu achar o espaço que buscava no amistoso contra a Sérvia, na última sexta-feira, no Morumbi. Espremido nas duas linhas de marcação dos visitantes, o atacante da Seleção Brasileira ouviu vaias no momento de sua substituição, e o técnico Luiz Felipe Scolari apresentou a solução.

“É igual a Portugal com o Cristiano Ronaldo, igual à Argentina com o Messi. É igual a outros times que têm um jogador que desequilibra e é marcado por um, dois, três... Cabe aos outros buscar espaço para que, com o Neymar marcado, sobre gente para resolver”, afirmou o gaúcho.

A frase de Felipão, que deu crédito ao bom trabalho defensivo dos sérvios, não foi propriamente uma queixa com os demais responsáveis pela criação verde-amarela. O treinador prefere encontrar alguma dificuldade nesse sentido a abrir a defesa na tentativa de superar a retranca rival.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Neymar sofreu marcação forte dos sérvios e teve uma atuação discreta na última sexta-feira
“No jogo contra o Panamá, eles tinham 12 jogadores do meio para trás, não eram nem 11. Contra a Sérvia, os dois atacantes estavam quase de volantes no primeiro tempo. E eles criaram uma, duas chances para fazer o gol. Se não houver um passe com muita correção, forma-se o contra-ataque. Temos que estudar bem as alternativas e não levar gol, porque sempre vamos ter oportunidade de fazer o gol pela nossa qualidade.”

Especialmente na etapa inicial, o Brasil fez o que temia o técnico, falhando seguidamente nos passes. Como a equipe deverá enfrentar novas retrancas na Copa do Mundo, ele promete intensificar as atividades com o campo da Granja Comary encurtado a fim de estimular soluções rápidas.

“Em jogos assim, jogamos em 50 metros, 60 metros no máximo. É difícil se deslocar, sair, receber. O trabalho que a gente faz em espaço reduzido serve para esse tipo de jogo, só que o espaço muito pequeno dificulta bastante. Com um adversário qualificado, fica mais difícil, mas a gente busca alternativas”, explicou Scolari.

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