Futebol/Copa 2014 - ( - Atualizado )

Felipão se queixa de time frouxo e pode mudar escalação da estreia

William Correia Goiânia (GO)

Luiz Felipe Scolari deu entrevista coletiva nesta segunda-feira após ter comandado treino tático no Serra Dourada, mas ainda não tinha se esquecido do que viu no domingo, na Granja Comary. O coletivo em Teresópolis irritou tanto o técnico que estão ameaçados os titulares que jogaram a final da Copa das Confederações e pareciam garantidos para estrear na Copa do Mundo, contra a Croácia, no dia 12.

“Posso mexer nos titulares se eu notar alguém em condições abaixo entre os que eu imaginava que sairiam jogando”, avisou. “Não estava previsto treinar daquela forma, com a marcação muito frouxa, espaços nas laterais e no meio para o contra-ataque. Temos falado para eles, inclusive no treino sério, para não dividir, tirar o pé, mas isso não quer dizer que devem abrir espaços. Não podemos esquecer que estamos a uma semana da Copa.”

Sem Thiago Silva e Paulinho, que precisam melhorar fisicamente, o Brasil enfrenta o Panamá em amistoso nesta terça-feira, em Goiânia, com: Júlio César; Daniel Alves, Dante, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Ramires e Oscar; Hulk, Neymar e Fred. E nenhum desfalque servirá como desculpa.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Felipão orienta elenco a evitar divididas em treino, mas fica insatisfeito com marcação frouxa
“Não gostei mesmo de tudo que estava vendo. Quando não joga Paulinho, Pedrinho, Juquinha ou quem quer que seja, o outro já está habituado”, falou, sem esquecer do treino de domingo. “Não apareceu o posicionamento que tivemos desde que jogamos contra a Inglaterra, no Rio, há um ano. Não podemos perder a identidade que ganhamos e que foi vista em um monte de jogo com tudo igual, aquele estilo, aquela pegada. Não podemos esquecer o básico, e vou cobrar isso.”

O técnico avisou que usará todas as seis alterações que tem direito no amistoso e já definiu quatro dessas substituições. De acordo com a movimentação tática desta segunda-feira, Hernanes, o sacrificado do criticado treino de domingo, é uma delas. E ninguém pode tirar o pé.

“Sempre exigi seriedade das minhas equipes, que jogassem todo jogo como se fosse o último. Não adianta tirar o pé, é só ver que o problema que tivemos com o Paulinho foi em treino. E lesão mesmo aparece em rachão. Então, que joguem contra o Panamá com força de decisão. Se for diferente, aí sim podem se machucar”, adotou.

No fim da coletiva, Felipão tentou minimizar as broncas contando que até se desculpa com os atletas. “Em campo, xingo, grito, chio, são as reações do técnico na hora, e não gostei, pronto. Mas essas reações não podem ser levadas a ferro e fogo. Depois, examino, converso com a minha comissão técnica, ouço outras razões, peço desculpas. As minhas reações no treino não podem ser levadas tanto para o lado ruim ou para o lado bom.”

O recado, porém, precisa ser muito bem entendido. “Posso dizer muito sim, mas, quando digo não, tem que ser ouvido como importante. Dá para ter um posicionamento mais correto contra o Panamá. Não integralmente correto porque falta um pouco de jogo e física, mas dá para ver um esboço e uma ideia de que tudo pode seguir como planejado”, avisou.

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