Futebol/Copa do Mundo - ( - Atualizado )

Fifa revoga suspensão de Franz Beckenbauer

Berlim (Alemanha)

O agente de Franz Beckenbauer, Marcus Hölf, anunciou nesta sexta que a Fifa voltou atrás e revogou a suspensão aplicada no dia 13 de junho sobre o presidente de honra do Bayern de Munique, que determinava que o alemão ficasse provisoriamente banido de tomar parte em qualquer atividade do futebol, a qualquer nível, por 90 dias.

"Nesta sexta-feira 27 de junho, a Fifa comunicou a Franz Beckenbauer que a suspensão provisória anunciada em 13 de junho foi retirada com efeito imediato. A representação de Franz Beckenbauer continua considerando que a suspensão provisória não era justificável, pois ele não era obrigado, segundo entendemos, a prestar depoimento à Fifa. No entanto, de maneira retrospectiva, teria sido melhor que Franz Beckenbauer tivesse respondido antes as perguntas da comissão de ética da Fifa”, declarou.

A entidade decidiu suspender Beckenbauer devido à falta de cooperação do ex-jogador e ex-técnico com as investigações do Comitê de Ética da Fifa que analisam as suspeitas de corrupção na escolha de Catar como sede da Copa do Mundo de 2022. O país é alvo de investigação após denúncias da imprensa inglesa de que membros do Comitê Executivo da federação teriam recebido dinheiro para votar na candidatura do país. De acordo com as denúncias, o representante do Catar na Fifa, Mohammed Bin Hamman, teria pago cerca de 5 milhões de dólares a dirigentes de diversos continentes em troca de votos.

Beckenbauer havia se recusado a responder as perguntas da comissão de ética da Fifa, mas na semana passada ele voltou atrás e aceitou cooperar, enviando por escrito sua colaboração com as investigações. Assim, a Fifa revogou sua suspensão.

Beckenbauer disputou as Copas de 1966, 1970 e 1974 como jogador, comandou a Alemanha nos Mundiais de 1986 e 1990 e foi presidente do comitê organizador da competição em 2006.

AFP
Afastado do futebol desde 13 de junho, a Fifa revogou a suspensão de Beckenbauer (Foto: John Macdougall/AFP)